Cidades

Volta triunfal da Pastelina: Depois da enchente, o salgadinho gaúcho tem aumento de 50% na produção

Os prejuízos chegaram a R$ 4 milhões, mas o carinho recebido durante o período de reconstrução fortaleceu e ampliou as relações de parcerias

Prejuízos da empresa chegaram a R$ 4 milhões
Prejuízos da empresa chegaram a R$ 4 milhões Foto : Pedro Piegas

Depois de 60 dias fechados, a fábrica da Pastelina, localizada no bairro Floresta, voltou a operar. O local de produção, armazenamento e distribuição foi totalmente destruído pela enchente de maio, causando um prejuízo de mais de R$ 4 milhões. Mas o carinho recebido durante o período de reconstrução mostrou que realmente a Pastelina é o salgadinho mais amado do Rio Grande do Sul.

O CEO Marcelo Gonçalves conta que a empresa foi acolhida por clientes e consumidores de diversas cidades do país e agora, depois de secar as lágrimas, a Pastelina volta com força total, com um aumento de 50% na capacidade de produção. “Ressurgimos não das cinzas, mas das águas, com força total”, garante afirmando que não sabia que a história da Pastelina “chegava tão longe”.

As primeiras produções da Pastelina começaram a sair da fábrica no dia 8 de julho. Tudo o que está sendo produzido está sendo entregue. A meta agora é restabelecer o mercado e atender os novos clientes que ultrapassam as fronteiras do Estado. “Vai levar uns 30 dias para restabelecer os clientes antigos, e daí partimos para os novos parceiros. Nos próximos 90 dias, nós só vamos entregar, não precisamos vender”, observa.

Retorno da comercialização da Pastelina | Foto: Pedro Piegas

Antes da enchente, a família da Pastelina estava com cinco novos integrantes. Além do tradicional, sabores como bacon, queijo, cebola e salsa, e versão integral já faziam parte do catálogo. As novas opções surpreenderam as expectativas e a aceitação do público agregou as vendas, mantendo a fatia da opção tradicional.

Agora, a nova parceria com a Fruki – uma relação firmada no dia dos namorados – trouxe outra visibilidade, apoio estratégico e a possibilidade de novos horizontes, como o mercado Catarinense. “São duas marcas originais do Rio Frande do Sul e queridas pelo mercado catarinese. É um casamento que não tem como não dar certo”, diz.

Além da diversificação dos sabores, a empresa já estava investindo em tecnologia. As novas máquinas – compradas antes da enchente – estão para chegar e a produção será automatizada. O corpo operacional também cresceu, já foram contratados 10 funcionários. Atualmente a equipe é de 25 profissionais, com mais 10 vagas disponíveis para o setor de produção.

“É a legítima volta por cima mesmo”, diz Gonçalves que tem 21 anos de empresa e uma história de paixão e apego pela Pastelina. Ele conta que no projeto de ampliação está sendo levado em consideração – se a fábrica continuar no mesmo bairro – a possibilidade de ampliar a estrutura no sentido vertical, com o novo maquinário distribuído em andares superiores devido ao medo de uma nova enchente.