Uma onda de solidariedade mobilizou voluntários de Capão da Canoa, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, a se deslocarem até Canoas para auxiliar no abrigo e resgate de animais afetados pelas enchentes que assolaram a região. Entre os participantes, está Maicon Vinícius da Silva Delfino, que aproveitou as férias no supermercado em que trabalha para ajudar.
Delfino, morador de Xangri-lá, explicou que sua jornada como voluntário começou a partir de uma postagem de uma amiga solicitando ajuda. “A ideia de ir até Canoas ajudar, surgiu a partir de uma publicação no Facebook de uma amiga pedindo voluntários. Eu me ofereci e uma van saiu hoje às 8h30min da manhã até o abrigo da Mathias Velho”, relatou.
Ao chegar ao abrigo, os voluntários se empenharam em diversas atividades para garantir o bem-estar dos animais desabrigados. “Nos direcionamos para colocar as identificações de voluntários e realizar a limpeza das baias onde estão os animais. Trocamos as roupas de cama, colocamos papelão, cobertores, água e ração para aqueles animais que estão assustados ou são de pequeno porte”, descreveu Maicon.
Além disso, ele participou ativamente da triagem dos animais, onde médicos, auxiliares de veterinário e voluntários se dedicam integralmente ao atendimento dos animais feridos e assustados. “Muitos estão muito assustados mesmo”, enfatizou.
O voluntário, que atualmente está de férias do trabalho como fiscal de supermercado em Capão da Canoa, se disponibilizou para ajudar enquanto houver necessidade. "Enquanto tiver van saindo, irei me disponibilizar para ser voluntário", afirmou.
Ao descrever a situação no abrigo, Delfino enfatizou a dimensão do desafio enfrentado e a importância do engajamento voluntário. “Eu não tenho um número exato, mas o pessoal estava comentando em torno de 3 mil animais aqui. E a quantidade de voluntários também é grande, em torno de 300, 350. São muitos animais abandonados, muitos resgates ainda acontecendo”, destacou.
Ele expressou seu impacto emocional ao testemunhar a situação dos animais pessoalmente. “É muito maior do que se vê na televisão. Lá é a realidade, é o dia a dia, é aqueles animais chegando e tu vê muitos lá, apavorados, sem os donos. Tu sentes os animais querendo seus donos, muitos não têm identidade”, concluiu.