Economia

À espera de votação nos EUA, Bolsa fecha em queda de 0,49%

Investidores estão relutantes diante dos sinais frágeis da atividade econômica global

Depois de começar o dia em alta, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) inverteu a tendência acompanhando os mercados internacionais e fechou o dia em queda de 0,49%. O otimismo inicial foi ancorado na sinalização de que os congressistas republicanos e democratas dos Estados Unidos chegaram a um acordo sobre o teto da dívida no país. No entanto, a proposta ainda precisa ser votada, o que deixa os investidores relutantes, sobretudo diante dos sinais frágeis da atividade econômica global.

A poucas horas da votação, marcada para 19h (de Brasília), a líder da minoria democrata na Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, recusou-se a dizer se apoiará o projeto. Antes de ingressar numa reunião a portas fechadas com outros democratas, no entanto, Pelosi disse que o acordo traz pontos positivos, como um aumento no teto da dívida suficiente para as necessidades de financiamento dos próximos 18 meses, mas alertou que seus companheiros de partido estão "muito preocupados com um projeto de lei que faz grandes cortes nos gastos e não envolve sequer um centavo das pessoas mais ricas do nosso país - nenhuma receita. É desconcertante".

A maior parte dos democratas disse ainda estar indecisa ou ser contrária ao novo acordo. "Estou pendendo mais para o não", disse o deputado Steve Cohen, ao sair da reunião com outros membros do seu partido. Os democratas possuem a minoria dos assentos na Câmara dos Representantes, mas a oposição dos deputados do partido em relação ao acordo da dívida é relevante porque há deputados republicanos, principalmente da ala mais conservadora, que também são contrários ao plano.

Já o republicano Lamar Smith, presidente do Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes, afirmou que vai votar a favor do projeto anunciado ontem pelo presidente Barack Obama e acredita que a maior parte dos seus colegas de partido fará o mesmo.

O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, também está confiante que a proposta para elevação do limite de endividamento do país será aprovada pelo Congresso. Após sair de uma reunião de mais de duas horas com os deputados democratas, Biden afirmou que o acordo anunciado ontem tem uma "característica irresistível, redentora: diz que essa questão do teto da dívida não virá à tona de novo até 2013".

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