Os preços no atacado, calculados pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), tiveram uma inflação de 1,55% no período, acima da verificada no período anterior (1,16%). O resultado foi puxado pelos bens intermediários como materiais e componentes para manufatura, com alta de 0,58%, e por matérias-primas brutas, como soja em grão (8,84%), bovinos (9,44%) e algodão em caroço (8,69%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) seguiu a mesma tendência, registrando aumento de 0,59% nos preços no segundo decêndio de novembro, mais alto do que o 0,47% do período anterior. A alta foi influenciada pelas classes de transportes (0,75%), alimentação (1,26%), vestuário (0,96%) e despesas diversas (0,24%). Entre os produtos que mais se destacaram nesse aumento do IPC estão a gasolina (1,66%), as carnes bovinas (6,28%), roupas (1,04%) e a cerveja (2,09%).
O terceiro índice que compõe o IGP-M, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), apresentou taxa de 0,29%, no segundo decêndio de novembro, ante 0,15%. A alta foi influenciada pelo aumento do custo da mão de obra, que registrou uma inflação de 0,49%.