Desde janeiro, o IGP-M acumula alta de 10,56% e, nos últimos 12 meses, de 10,27%. As elevações mais expressivas ocorreram no setor atacadista. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) chegou a 1,84%, 0,54% acima da variação anterior.
Essa alta foi puxada, principalmente, pelos aumentos de preços dos itens bovinos (de 4,28% para 11,42%) e produtos cuja valorização sofre interferência das cotações no mercado internacional: soja em grão (de 5,04% para 9,72%); algodão em caroço (de 2,40% para 13,49%) e milho em grão (de 11,82% para 9,54%). Essas elevações foram atenuadas pelas quedas verificadas em minério de ferro (de -3,83% para -8,13%); feijão em grão (de 38,21% para -12,47%), banana (de 4,64% para -4,31%); automóveis (de -0,10% para -0,47%) e tomate (de 4,45% para -11,17%).
Nos outros dois subcomponentes do IPA ocorreram altas, de 1,34% em bens finais, ante 1,53%, e bens intermediários (de 0,21% para 0,76%). Neste caso, a pressão foi exercida pelo subgrupo materiais e componentes para manufatura (de 0,06% para 0,92%).
Também influenciou o resultado geral do IGP-M a inflação detectada na construção civil, provocada, principalmente, pelo reajuste salarial dos trabalhadores. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,36% ante 0,15%. A mão-de-obra ficou 0,59% mais cara. No acumulado do ano, o INCC teve alta de 6,95% e, nos últimos 12 meses, de 7,16%.
No Índice de Preços ao Consumidor (IPC), a taxa passou de 0,56% para 0,81%. No ano, a alta atinge 5,13% e, desde novembro do ano passado, acumula 5,34%. Entre os produtos que mais colaboraram para os aumentos de preços no varejo estão as carnes bovinas. A carne moída, por exemplo, ficou 10,14% mais cara.