13º salário: especialistas sugerem equilibrar dívidas e gastos com presentes

13º salário: especialistas sugerem equilibrar dívidas e gastos com presentes

Depósito da primeira parcela deve ser feito até esta quinta-feira

Correio do Povo

Compras devem ser programadas entre as famílias, recomendam especialistas

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A semana que se inicia será marcada pelo pagamento da primeira parcela do 13º salário, o que deverá ocorrer até esta quinta-feira, dia 30, prazo final. A segunda parcela, por lei, deve ser repassada ao trabalhador até 20 de dezembro. A circulação deste dinheiro representa uma injeção de recursos na economia, em uma época em que as pessoas procuram presentes de Natal e itens para as ceias das festas. Entretanto, logo no início de 2024 há compromissos a serem atendidos como impostos e matrículas escolares, entre outras despesas.

O economista Jorge Ussan, professor da Escola de Negócios da Fadergs, destaca prioridades em cada caso. “Em geral, o trabalhador brasileiro não costuma ter uma reserva ou aplicações, e tem dívidas, controladas ou aquelas com juros altíssimos”, analisa. “A prioridade total deve ser pagar dívidas, especialmente as de juros altos como do rotativo do cartão e do cheque especial. Tem que ir ao banco, abater o que puder e, se precisar, tirar empréstimo mais barato para começar a sair dessas dívidas, que têm juros estratosféricos e podem virar um incêndio na casa”, alerta.

Mesmo quem não tem dívidas descontroladas pode optar por antecipar parcelas. “Financiamentos da casa ou do carro, e mesmo o cartão de crédito, costumam ter descontos para quem adianta o pagamento. E para ajudar a quitar o imóvel pode usar o FGTS”, orienta. Quanto a tributos, o professor ressalta que há muito debate sobre a validade de antecipar impostos em parcela única quando o desconto é baixo, como no caso de prefeituras que concedem algo em torno de 5% no IPTU. Ussan, porém, enfatiza que se o consumidor não tem investimentos financeiros robustos, um desconto sempre compensa. “Se a pessoa não tem aplicação rendendo mais que isso, pagar IPTU e IPVA com desconto é a melhor opção. E o pagamento antecipado ajuda a organizar as finanças. Quando se deixa para pagar depois, acaba gastando em outra coisa, esquecendo parcelas, e o atraso gera multa”, diz.

Para quem estuda ou tem filhos em escolas particulares, o ano começa com matrículas e possivelmente gastos com material didático, despesas que igualmente devem ser colocadas na ponta do lápis antes de se gastar a gratificação de final de ano. O especialista frisa que mesma avaliação deve ser feita nas festas de fim de ano. “Dá para confraternizar e trocar presentes sem perder de vista que o Natal tem caráter mais simbólico. Optar pelo amigo secreto pode ajudar. Não dá para se endividar comprando presentes para todo mundo e já começar o ano seguinte estendendo esse estresse financeiro. É importante conversar com a família e alinhar as expectativas, pois o combinado não sai caro”, ensina o economista.

Como se organizar

A prioridade deve ser pagar as dívidas, especialmente as de juros altos como do rotativo do cartão de crédito e do cheque especial. É importante ir ao banco, abater o que puder e, se preciso, fazer um empréstimo mais barato para sair de débitos com taxas ‘estratosféricas’.

Um desconto no IPTU ou no IPVA, por menor que seja, pode ser positivo se o consumidor não tem investimentos financeiros  mais robustos. Além disso, o pagamento antecipado ajuda a organizar as contas. Quando se deixa para pagar depois, esse dinheiro pode ser gasto em outra coisa e os atrasos geram multas.

É possível confraternizar e trocar presentes sem perder de vista o controle dos gastos. Adotar a prática do amigo secreto pode ajudar na organização das finanças.

É importante ter em mente que não é uma boa opção se endividar comprando presentes para todo mundo e começar 2024 com as finanças de novo comprometidas. Conversar com a família sobre expectativas ameniza dificuldades.

Autônomos também têm acréscimo nos ganhos no final do ano e esses extras devem ser reservados, já que há uma queda no consumo nos meses de janeiro e fevereiro. É preciso se preparar para enfrentar esse período.


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