Reunindo por volta de 250 participantes, em sua maioria empresários, o 2º Fórum Estadual do Comércio, promovido pela Federação Varejista do RS, ocorre nesta sexta-feira, no Hotel Deville, em Porto Alegre, com discussões a respeito dos assuntos que atingem o setor, entre eles alguns dos debates mais recentes, como o fim da escala 6x1, a influência das bets e o fim da “taxa das blusinhas”, a taxação de compras feitas em marketplaces internacionais.
Após a palestra do fórum, cujo tema é temática “O novo varejo que move o Estado”, o painel inaugural teve à frente o deputado federal Marcel van Hattem, o deputado estadual Felipe Camozzato e o sócio-fundador da agência Critério, Cléber Benvegnú. “Entre as diretrizes, nosso fórum está vinculado ao diálogo entre quem vive a realidade do empreendedorismo gaúcho, ligado a quem nos ajuda a estruturar nossa realidade de ambiente empreendedor. Para entender, é o lojista com os deputados, por exemplo”, afirmou o presidente da Federação Varejista do RS, Ivonei Pioner.
A entidade, segundo ele, é contrária às bets, e tem um posicionamento similar sobre não haver esta taxação. “Em um governo que diz que precisa de arrecadação, ele abre mão dela para favorecer uma atitude eleitoreira. A sociedade vai deixar de receber os serviços públicos que são devidos por conta disto, e por outro lado houve a criação de mais impostos no ano passado, então não podemos entender a métrica”, acrescentou.
II Fórum Estadual do Comércio
A entidade já havia manifestado nota na última quinta-feira reforçando este posicionamento, afirmando que estas medidas “impactarão severamente a sustentabilidade do varejo nacional”. O vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Antônio Cesa Longo, disse que o evento é importante para colocar estas discussões em pauta e reforçar a voz do segmento.
“Estas pautas levantadas na realidade preocupam o varejo, principalmente em um ano eleitoral. Somos favoráveis a haver esta liberdade de as pessoas trabalharem menos, se desejarem, porém as pessoas querem mais do que um emprego, mas sim ter mais oportunidades. No entanto, há uma limitação que vêm desta escala 5x2, e por isso vejo isto como algo muito ruim. A redução da jornada de escala de trabalho traz um ônus muito grande para o consumidor”, afirmou Longo.
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