Economia

6º Fórum Internacional de Mudanças Climáticas debate transição energética e descarbonização da economia próximo à COP 30

Evento reúne autoridades, pesquisadores, lideranças empresariais e sociedade civil

6º Fórum Internacional de Mudanças Climáticas da Transição Energética e da Descarbonização da Economia
6º Fórum Internacional de Mudanças Climáticas da Transição Energética e da Descarbonização da Economia Foto : Pedro Piegas

A pouco mais de um mês da COP 30, discussões que estarão presentes na conferência mundial que ocorre em novembro, em Belém, são temas do 6º Fórum Internacional de Mudanças Climáticas da Transição Energética e da Descarbonização da Economia, que ocorre até às 14h desta quinta-feira no Teatro da Unisinos. Autoridades, pesquisadores, lideranças empresariais e sociedade civil, os chamados tomadores de decisão, discutem a transição energética e descarbonização da economia, relacionando educação ambiental, tratamento de resíduos e ações de mitigação contra catástrofes climáticas.

Segundo o CEO do Instituto Latino Americano de Desenvolvimento Econômico Sustentável (Ilades) e presidente do 6º Fórum, Marcino Fernandes, os painelistas trazem questões como o mercado de carbono, justiça climática, saneamento e outros eixos que envolvem a sustentabilidade – que, nas suas palavras, é transversal. “Não é algo isolado fora de uma política pública, é tudo. Na política pública, anda em todos os eixos: na área da habitação, saneamento, segurança pública, saúde”, diz Fernandes. “Os temas são todos eles importantes para levar uma mensagem de alerta, no bom sentido, para as pessoas começarem a entrar mais na agenda pessoal, profissional e corporativa do agente público”, conclui.

As discussões propostas nos fóruns do instituto propõem disseminar conhecimento para que as pessoas tenham ferramentas de tomadas de decisões e para engajarem-se nas mudanças climáticas, pontua. “É uma realidade, que não pode ser negada. Determinadas pessoas que têm opiniões diferentes, a gente respeita. Mas nós estamos tratando da vida, e nós só temos um planeta, não temos a oportunidade de perder um segundo”, alerta.

Presente na abertura do evento, o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, defendeu a necessidade de transformar discursos em atitudes, e que a questão climática exige parceria entre a sociedade, os governos e as empresas. "Não tem saída sozinho", afirma o gestor. Para Melo, as atitudes envolvem adaptação, prevenção e mitigação.

Ele vê que Porto Alegre caminha em uma direção, porque tem uma Defesa Civil mais reforçada, e desenvolvimento de plano de contingência, defende haver mais obras para mitigação, mas reconhece desafios históricos de drenagem urbana e de proteção de cheias. "Hoje nós somos muito melhores do que antes, do ponto de vista da prevenção, da adaptação, mas tem desafios enormes, e só há um caminho: parcerias. Acho que esse debate nos qualifica para poder avançar ainda mais nos desafios que estão postos", diz.

Ana Maria Marchesan, procuradora de Justiça e coordenadora do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (CAOMA/MPRS), destacou o trabalho de redução de novas emissões de Gases de Efeito Estufa e a entrega do último inventário pelo MPRS. "Está sendo bem desafiador, em termos de orçamento muito enxuto, mas estamos tentando várias vias para para fazer essa efetiva redução", afirmou

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O instituto completou, em julho, 14 anos de atuação, destacou-se em debates estratégicos e ações para formulação de políticas públicas. Entre elas, em 2015, ao entregar o primeiro inventário de emissões de gases de efeito estufa na região central de Porto Alegre à Secretaria Municipal do Meio Ambiente, e em 2022, com o Fórum de Saneamento e Licenciamento Ambiental no Ministério Público.

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