Economia

A nova corrida da indústria automobilística

Comitiva brasileira visita a mais antiga fábrica da Volkswagen na Alemanha

Fachada da Fábrica da Volkswagen, localizada em Wolfsburg
Fachada da Fábrica da Volkswagen, localizada em Wolfsburg Foto : Mauren Xavier / Especial / CP

As novas tecnologias e modelagem de veículos têm sacudido a indústria automobilística nas últimas décadas. Se antes o foco era no design e motor, hoje o desafio passa pelas tecnologias, como a corrida pelo carro autônomo. Enquanto isso, é no chão da fábrica, bem diferente da que era no passado, que o processo tem sido aperfeiçoado constantemente.

É o caso da Volkswagen, empresa alemã que tem atualizado o seu portfólio agregando novos veículos, tendo inclusive lançamentos para os próximos meses, além do trabalho no modelo de carro autônomo. A primeira fábrica, que começou a operar efetivamente em 1945, após o fim da Segunda Guerra Mundial, é a prova disso. A unidade localizada em Wolfsburg conta atualmente com 6,5 mil robôs em funcionamento, em alguns pontos, inclusive exercendo a operação integralmente.

Parte da comitiva brasileira que está em Hannover teve a oportunidade de acompanhar, nesta quarta-feira, todo o processo de nascimento de um veículo, desde as primeiras peças até o barulho do motor funcionando na fase final de testes. A visita técnica durou cerca de uma hora e meia e perpassou boa parte da gigante planta industrial, com quase 7 quilômetros quadrados de área.

A ala mais antiga da unidade, inaugurada em 1938, recebe a chamada praça das prensas. Local onde os fuscas eram produzidos no início das operações. Somente esta parte corresponde a 10 campos de futebol. Os serviços de prensas e cortes são os que concentram a maior parte da automação. Do molde até o corte, o caminho é tortuoso, técnico e preciso. Por sinal, a precisão chega a 1 décimo de milímetro. A sondagem de peças dura 80 segundos.

Mesmo quem está acostumado com o ambiente industrial acaba por ficar impressionado, especialmente com a sincronia de todos os processos. Com uma operação que dura 24 horas por dia, em três turnos, as máquinas predominam. É dessa unidade que saem veículos para 150 países.

Em tempo

  • No momento há espaços passando por adaptações para receber novas linhas de produção.
  • A "queridinha" da fábrica não é o carro, mas a bicicleta. Em função da área da fábrica, o deslocamento se dá por meio das duas rodas. Ao longo da unidade, é possível ver várias bicicletas estacionadas ou ainda funcionando e pedalando.

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