O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou neste domingo (22) que abrir o Estreito de Ormuz é a principal solução para o choque de energia, que deve atingir primeiro a Ásia.
Birol criticou a liberação de estoques estratégicos, que considera não ser uma solução para o problema, mas apenas uma tentativa de confortar o mercado. O diretor da AIE disse ainda estar dialogando com o Canadá e o México para que aumentem as exportações de petróleo.
Birol afirmou também que a economia global enfrenta uma ameaça muito grande com a guerra deflagrada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, que rapidamente se espalhou pelos países vizinhos. "Pelo menos 40 ativos de energia no Oriente Médio estão severamente ou muito severamente danificados", disse o diretor da AIE.
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Crise no Oriente Médio e seus impactos globais
“Nenhum país estará imune aos efeitos desta crise se ela continuar avançando", disse Birol, no Clube Nacional de Imprensa da Austrália, em Camberra.
Segundo Birol, a crise no Oriente Médio tem um impacto pior do que os dois choques do petróleo dos anos 1970 e a guerra da Ucrânia sobre os mercados de gás. O chefe da AIE afirmou que 40 instalações de energia em nove países da região estão "severamente ou muito severamente danificadas". Birol acrescentou que está em conversas com governos da Europa e da Ásia sobre a possibilidade de liberação de mais petróleo dos estoques estratégicos.
Com a crise, segundo Birol, a mudança para os transportes movidos a eletricidade deve se acelerar. "A transição para energia limpa está indo muito devagar."