A nota de longo prazo em moeda local também melhorou, saindo de BBB+ para A-. A perspectiva para ambas é estável. "A elevação do Brasil recebe suporte do histórico crescente de políticas macroeconômicas prudentes da atual administração", afirmou o analista de crédito da S&P, Sebastian Briozzo, num comunicado.
A S&P mencionou que o Brasil apertou sua política fiscal por meio de cortes no orçamento e por medidas para conter o aumento nos gastos com pensões e ressaltou que embora o Banco Central tenha diminuído os juros em agosto para sustentar a demanda doméstica a política orçamentária não foi afrouxada. Diante disso, a expectativa é de que o superávit primário do setor público em 2011 seja equivalente a 3,15% do PIB.
"A combinação de um compromisso político sustentado a políticas econômicas cautelosas, a uma economia diversificada e a uma melhora gradual no perfil externo devem moderar o impacto de choques externos e sustentar as perspectivas de crescimento de longo prazo", disse Briozzo.
A agência lembrou que a decisão do Banco Central de elevar a Selic em 3,75 pontos porcentuais entre abril de 2010 e julho de 2011 para combater a inflação enviou um importante sinal sobre a flexibilidade e o compromisso do governo com o crescimento econômico e advertiu que um eventual fracasso em manter a inflação em níveis que legitimem a política de metas do BC seria um dos fatores que poderiam resultar num eventual rebaixamento do rating brasileiro.
"Esperamos que o governo sustente seu compromisso com a prudência fiscal apesar dos desafios que virão com o aumento do salário mínimo em 2012 e com as necessidades de investimento público", afirmou Briozzo. "Esperamos que a política fiscal continue dando suporte à uma política monetária flexível, garantindo às autoridades maior espaço para empregar políticas anticíclicas em meio a condições de incerteza global."