O rating de longo prazo em moeda estrangeira foi reafirmado em BBB-, e de curto prazo em A-3. A nota de longo prazo em moeda local foi mantido em BBB+, e de curto prazo em A-2. A avaliação de transferência e conversibilidade foi mantida em BBB+ e o rating em escala nacional foi reafirmado em brAAA.
Segundo a S&P, a revisão da perspectiva se deve a uma mudança na metodologia. A agência lembra que revisou a perspectiva em moeda estrangeira de estável para positiva em maio, quando manteve a perspectiva estável em moeda local.
Conforme a agência, de acordo com a nova metodologia para ratings soberanos, a diferença de dois graus entre os ratings em moeda local e estrangeira reflete o nível de independência operacional da política monetária, a amplitude do mercado de capital em moeda local e o regime de taxa de câmbio flutuante do banco central. Mas a S&P também disse que a perspectiva reflete a crescente probabilidade que os fatores que dão suporte à estabilidade macroeconômica do Brasil vão continuar a se fortalecer nos próximos anos, reduzindo gradualmente as pressões fiscais e a vulnerabilidade a choques externos.
De acordo com a S&P, as boas projeções de crescimento no longo prazo - combinadas com uma melhor liquidez externa e o crescimento nos mercados de capitais locais - pode impulsionar a capacidade do governo de lidar com mudanças adversas repentinas nas condições econômicas globais. "Um contínuo compromisso em atingir as metas fiscais, juntamente com uma política monetária prudente que contém as expectativas de inflação, pode gradualmente preparar o terreno para uma confiança maior dos investidores", diz o comunicado da S&P. A agência cita como positiva a moderação no crescimento do crédito fornecido pelos bancos controlados pelo governo.
Do outro lado, caso o Brasil não consiga manter a inflação em níveis que preservem a credibilidade da política do Banco Central, ou a política fiscal seja afrouxada, ou haja maior dependência dos empréstimos dos bancos estatais, isso pode prejudicar a recente melhora no pilares macroeconômicos do País.
Avaliação das agências
As agências de classificação de risco avaliam a capacidade de um emissor de dívida honrar o pagamento do papel que emite. Pode ser uma empresa, um governo ou um fundo de crédito, entre outras instituições. As agências são contratadas pelos próprios emissores da dívida para atribuir um rating (nota) aos títulos. Os emissores têm interesse em mostrar aos investidores a visão das agências sobre seus títulos. Com isso, aumenta a demanda pelos papéis. As três principais agências do mundo, pela ordem, são: Standard & Poor’s, Moody’s e Fitch.