Economia

Agas projeta alta de 6,6% nas vendas dos supermercados

Setor deve abrir 4,3 mil empregos temporários até o fim do veraneio

Um estudo encomendado pela Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS), ouvindo 200 consumidores de 18 a 65 anos e 20 diretores de empresas do setor, mostra projeção de alta de 6,6% nas vendas dos supermercados, durante o Natal e Ano Novo, na comparação com 2013. Só em perus, panetones e espumantes, o setor prevê faturar cerca de R$ 143 milhões.

A pesquisa do Instituto Segmento mostra que, de 21 itens, 15 devem ser comprados sobretudo em supermercados e que, em média, 49,9% dos gastos totais dos entrevistados com as festas de final de ano vão ficar nos caixas do setor. Entre os consumidores ouvidos, o gasto médio em supermercados vai ser de R$ 514,01 para o Natal e o Ano Novo. Ainda segundo as estimativas da Agas, os supermercados gaúchos devem absorver cerca de R$ 2 bilhões dos cerca R$ 9,5 bilhões a serem injetados na economia gaúcha pelo 13º salário.

O levantamento também apontou que 33,5% de todos os presentes de Natal vão ser comprados em supermercados no Rio Grande do Sul. No caso dos alimentos e bebidas para as festas, 88% dos itens serão adquiridos nas lojas do segmento. Com relação aos meios de pagamento, a pesquisa mostra que os gaúchos estão preferindo pagar as compras à vista: mais da metade dos consumidores apontaram que vão comprar com dinheiro ou cartão de débito. O pagamento com cheque é um comportamento ultrapassado – menos de 1% dos entrevistados devem pagar desta forma.

As vendas específicas para as festas de fim de ano tendem a representar 17,4% do faturamento total dos supermercados em novembro e dezembro. Entre os itens que terão maior crescimento percentual em vendas, na comparação com 2013, destaque para os produtos alimentícios (+11,3%), as cervejas (10,7%) e os refrigerantes (+9,9%). Já a venda de espumantes deve crescer 6,2%.

Em média, os preços dos produtos típicos das festas subiram 5,5% na comparação com o ano passado. O principal “vilão” é a carne suína, com alta média de 11,8%. Os cortes bovinos de carne (+10,7%), a cerveja (+9,0%) e os refrigerantes (+6,1%) também estão entre os mais subiram de preço. Devido a um aumento na margem do ICMS calculada pelo governo sobre esses produtos, as aves natalinas (perus, chesters, frangões) vão ficar mais caras no Rio Grande do Sul do que no restante do País, com alta de 19%.

Com isso, as vendas de aves devem cair em média 5%. Já entre os empresários ouvidos, um em cada três disse trabalhar com funcionários temporários nas festas de fim de ano. Desses, 57,1% pretendem aumentar o número de funcionários temporários em relação ao ano passado. No total, devem ser criadas 4,3 mil vagas temporárias de emprego no setor. Vinte por cento devem ser permanecer no emprego após o veraneio.

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