Economia

Agricultores da fronteira exigem audiência com governador sobre estiagem

Mais de 160 famílias de Santana do Livramento não tem água potável há três meses

Desde 20 de dezembro, 1,5 mil famílias de assentamentos em Santana do Livramento estão sem água. A maioria vive da produção de leite, mas o gado já está morrendo pela falta de chuvas. Metade da produção já foi perdida. Dezessete assentamentos da reforma agrária que estão sendo atendidos com caminhões-tanque, que não possibilitam o enchimento das caixas d'água. Nas comunidades mais distantes, 160 famílias precisam buscar água em latões e panelas todos os dias.

Há 10 dias, a situação ficou ainda mais crítica, e os agricultores agora exigem uma reunião com o governador Tarso Genro para a semana que vem. A intenção é pedir que a Fepam libere imediatamente o licenciamento para perfuração de poços artesianos e a instalação de micro-açudes.

Uma das agricultoras, Jocerlei de Fátima dos Santos, explica que o abastecimento de água no município não deve ser mais resolvido de forma paliativa a cada seca, até porque a estrutura da cidade é precária. “A prefeitura não tem caminhão-pipa. Dos dois caminhões dos Bombeiros, um deles está estragado, e o outro é para apagar incêndio e não pode ser usado para o consumo humano. É muito descaso”, reclama.

Santana do Livramento está em situação de emergência desde 8 de dezembro de 2010. O decreto tem validade de três meses, mas o dinheiro da Defesa Civil Nacional ainda não chegou para os agricultores da cidade. Em todo o Rio Grande do Sul, 23 cidades estão em situação de emergência por conta da estiagem.


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