O chanceler alemão, Friedrich Merz, exigiu "mais flexibilidade" da União Europeia (UE) em relação ao plano de eliminar a venda de veículos com motor de combustão até 2035. Durante a inauguração do Salão do Automóvel (IAA) em Munique, Merz afirmou que a Alemanha continua comprometida com a mobilidade elétrica, mas defendeu que a regulamentação europeia deve ser "inteligente, confiável e flexível".
O apelo de Merz reflete a crescente pressão de fabricantes de automóveis europeus que pedem a reavaliação da meta climática. O chanceler, do partido União Democrata-Cristã (CDU), argumentou que "compromissos políticos unilaterais com tecnologias específicas" são uma abordagem econômica equivocada e defendeu a "abertura tecnológica" para alcançar a proteção climática de forma mais econômica.
Setor automotivo europeu enfrenta desafios
Grandes montadoras alemãs como BMW, Mercedes e Volkswagen, juntamente com o conglomerado Stellantis, já expressaram publicamente suas dúvidas sobre o cronograma da UE. O presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, declarou que 2035 "não é uma meta atingível" e pediu revisões anuais do plano.
A indústria automobilística europeia enfrenta desafios significativos, como o aumento nos custos de produção de carros elétricos e a forte concorrência de empresas chinesas como a BYD. Embora as montadoras tenham investido grandes quantias na transição, as vendas têm crescido mais lentamente do que o esperado. Na Alemanha, o setor já perdeu mais de 50 mil empregos no último ano.
Friedrich Merz planeja se reunir com os principais líderes do setor para discutir o caminho a seguir, com o objetivo de garantir que a Alemanha continue sendo um centro global para a indústria automobilística.