Economia

Alimentos e transporte desaceleram a inflação, segundo IBGE

Queda do IPCA foi puxada pelo grupo carnes e feijões

O grupo alimentos e bebidas e o de transporte, que foram os principais vilões da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em janeiro, apresentaram uma forte desaceleração em fevereiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os gastos com alimentos e bebidas passaram de uma alta de 1,26% para 0,23% no período. Essa desaceleração foi puxada por queda no preço do grupo carnes e de feijões.

No caso das carnes, o consumidor deu uma brecada no consumo e o preço acabou despencando", explicou a coordenadora índice de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos. Mas, segundo ela, ainda é cedo para se prever se essa desaceleração vai se manter nos próximos meses.

O grupo alimentos respondeu por 33% da inflação de 0,83% medida pelo IPCA em janeiro. Em fevereiro, a participação dos alimentos caiu para 6%.

Já as despesas com transportes se desaceleram em função do grupo ter sofrido menor impacto de reajuste de tarifas de ônibus urbano. Os transportes responderam por 35% da inflação medida pelo IPCA em janeiro, mas, a participação do item baixou para 11% em fevereiro.

Em contrapartida, o grupo educação, com alta de 5,81%, com o aumento nas mensalidades dos cursos de ensino formal – que exerceu a maior influência do mês, com avanço de 6,41%. Isto é: uma mensalidade de um curso do ensino médio, por exemplo, que estivesse R$ 300, foi reajustada no mês passado para R$ 319,23. Os dados são do portal R7.

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