Janot preferiu não citar quanto dos custos da Azul são atrelados ao dólar. "No geral, só os combustíveis (que são comprados em dólar) respondem por 40% dos custos das companhias aéreas", afirmou, ressaltando que o preço do petróleo não esta cedendo.
Com a guerra das tarifas, liderada por Gol e TAM, os preços atuais das passagens de avião estão em torno de 30% mais baratos que os praticados em 2008. "Mas já há um movimento de ajuste do setor", disse.
Além do combustível, o executivo citou outros custos em dólar das companhias aéreas, como o leasing das aeronaves. Segundo ele, a Azul faz hedge das posições na moeda norte-americana.
Terminais privativos
A Azul vai sugerir que seja incluído no edital de privatização dos aeroportos que as companhias aéreas possam ter terminais privativos. "Não queremos operar o aeroporto todo, mas termos nosso próprio terminal", disse. A empresa vai fazer a sugestão na audiência publica do edital de privatização dos aeroportos de Guarulhos, Brasília e Viracopos. O leilão deve ocorrer em dezembro e a minuta do edital publicada hoje.
Segundo Janot, nos Estados Unidos é comum as companhias aéreas terem os próprios terminais. Todas as áreas, desde o saguão e o estacionamento, são sinalizadas com as marcas da empresa. "As companhias precisam cuidar do seu core business (negócio principal) e não explorar todo o aeroporto, mas terem seu terminal", disse.
Voos internacionais
O presidente da Azul informou que a companhia pretende fazer voos internacionais a partir de 2012 ou quando Viracopos se tornar oficialmente o segundo aeroporto internacional de São Paulo.
Sobre a abertura de capital da Azul, Janot disse que a companhia está preparada para a operação, mas que é questão de esperar o melhor momento. A empresa terminará o ano com mais de 50 aeronaves. Hoje a frota é de 40. Janot participa hoje do Exame Fórum 2011 - A construção de um Brasil competitivo.