Economia

American Airlines pede concordata em Nova Iorque

Ações da companhia aérea despencaram 60% no pré-mercado

American Airlines pede concordata em Nova Iorque
American Airlines pede concordata em Nova Iorque Foto : karen Bleiber / AFP / CP
A holding AMR e sua subsidiária American Airlines entraram nesta terça-feira com pedido de concordata em um tribunal de Nova Iorque (EUA), após anos tentando lidar com altos custos trabalhistas. O processo deve permitir que a companhia aérea continue com suas operações normalmente, enquanto reestrutura a dívida. Por volta das 10h15min (de Brasília), as ações da companhia despencavam 60% no pré-mercado, a US$ 0,64.

A companhia também nomeou Thomas Horton como chairman e executivo-chefe, no lugar de Gerard Arpey, que vai se aposentar. "Essa foi uma decisão difícil, mas é o caminho certo e necessário que nós temos de adotar - e adotar agora - para nos tornarmos uma companhia aérea mais eficiente, financeiramente forte e competitiva", disse Horton.

A AMR tem cerca de US$ 4,1 bilhões em dinheiro sem restrições e investimentos de curto prazo, o que deve ser suficiente para pagar fornecedores e outros parceiros durante a proteção oferecida pelo Capítulo 11 da Lei de Falências dos EUA. A companhia acredita que não deve precisar de financiamentos "debtor in possession" (DIP).

No mês passado, a AMR revelou que teve prejuízo no terceiro trimestre. Os resultados da companhia foram afetados novamente pelos aumentos nos custos dos combustíveis, que subiram 40% na comparação com o mesmo período do ano passado. As informações são da Dow Jones.


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