Com 53 anos, a filha mais velha é "a pessoa ideal para assumir o cargo, dadas as suas qualidades pessoais e profissionais, sua experiência, sua trajetória no grupo e seu reconhecimento nacional e internacional", afirmou o banco Santander em comunicado.
Apesar de nos últimos anos a participação da família Botín ter sido cada vez menor na instituição, Ana Patricia foi escolhida por unanimidade do conselho administrativo do banco, em reunião de urgência.
Para o conselho, a filha de Botín "é a pessoa ideal para assumir o cargo, dadas suas qualidades pessoais e profissionais, sua experiência, sua trajetória no grupo e seu reconhecimento nacional e internacional".
Com 53 anos, foi a maior responsável pela filial do Santander na Grã Bretanha desde dezembro de 2010, quando se tornou a primeira mulher a dirigir um grande banco nesse país, o que lhe valeu o apelido, atribuído pelo Sunday Times, de "princesa do Santander".
"Nesse momento tão difícil para mim e para minha família, agradeço a confiança do conselho administrativo e assumo com total compromisso minhas novas responsabilidades", afirmou a nova presidente. "Continuaremos trabalhando com total determinação para seguir construindo um Banco Santander cada dia melhor para nossos clientes, empregados e acionistas", acrescentou.
A morte de Emilio Botín, considerado o banqueiro mais poderoso da Espanha, "foi uma surpresa e ao mesmo tempo um golpe", afirmou o chefe de governo espanhol, Mariano Rajoy.
O bisneto, neto, filho e pai de banqueiros, e um dos homens mais influentes do país, entrou no conselho administrativo do Santander em 1960 e assumiu a presidência do banco em 1986.
Sob seu comando, o Santander implementou uma política de internacionalização e fusões (na Espanha absorveu em 1999 o Banco Central Americano), e deu um salto na América Latina, onde consolidou seus negócios principalmente no Brasil, na Argentina, no Chile e no México.