As vendas a prazo de veículos de passeio e comerciais leves representaram 63% do total comercializado em 2010, sendo 46% financiados por meio de CDC, 11% por leasing e 6% por consórcio. No segmento de veículos comerciais (caminhões e ônibus), 69% das compras foram feitas por meio do Finame, linha de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na sequência aparece o CDC, com 12%, o leasing (incluindo Finame leasing), com 7%, e o consórcio, responsável por 2% das vendas. Em relação às vendas de motocicletas, 51% foram financiadas por meio de CDC, 26% por consórcio e 1% ocorreram por meio de leasing.
O balanço da Anef mostra também que, atualmente, 57,3% da frota brasileira de veículos de passeio e comerciais leves em circulação (estimada em 29,3 milhões de automóveis) possui financiamento ativo. Desse total, 69,7% têm alienação fiduciária gerada por operações de CDC ou consórcio, 25,1% possuem arrendamento mercantil e 5,2% contam com algum outro tipo de financiamento (penhor mercantil e reserva de domínio, entre outros).InadimplênciaA inadimplência (atraso acima de 90 dias) para as operações de CDC fechou 2010 em 2,6%, bem abaixo do índice de 2009, de 4,4%. "Esse é o menor índice desde 2006, quando estava 3,3%", afirma o presidente da Anef. A média dos planos de financiamento ficou em 44 meses no ano passado, de 42 meses um ano antes. A taxa média de juros praticada pelas financeiras associadas à Anef em dezembro foi de 1,42% ao mês (18,44% ao ano), mantendo-se estável em comparação com o mesmo período de 2009.