O britânico-americano Angus Deaton, de 69 anos, foi premiado nesta segunda-feira com o Nobel de Economia por seus estudos sobre consumo e pobreza, anunciou o comitê Nobel em Estocolmo.
"Para elaborar políticas econômicas que promovam o bem-estar e reduzam a pobreza, devemos entender em primeiro lugar as opções individuais de consumo. Angus Deaton, mais do que ninguém, melhorou esta compreensão", explicou a Real Academia Sueca de Ciências.
As pesquisas de Deaton, "ao colocar em evidência a relação entre as opções individuais e seus efeitos no conjunto da economia, contribuíram para transformar a macroeconomia, a microeconomia e a economia do desenvolvimento", acrescentou o júri dos Nobel.
Este prêmio, oficialmente denominado "Prêmio do Banco da Suécia em Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel", é o único que não estava previsto no testamento do inventor sueco da dinamite. Foi instituído em 1968 pelo Banco Central da Suécia e concedido pela primeira vez em 1969. Os outros prêmios Nobel (Medicina, Física, Química, Literatura e Paz) foram entregues pela primeira vez em 1901.
Lista dos últimos 10 vencedores:
• 2015: Angus Deaton (GB-Estados Unidos) por seus estudos sobre "o consumo, a pobreza e o bem-estar".
• 2014: Jean Tirole (França), por sua "análise do poder do mercado e de sua regulação".
• 2013: Eugene Fama, Lars Peter Hansen e Robert Shiller (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre os mercados financeiros.
• 2012: Lloyd Shapley e Alvin Roth (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre a melhor maneira de adequar a oferta e a demanda em um mercado, com aplicações nas doações de órgãos e na educação.
• 2011: Thomas Sargent e Christopher Sims (Estados Unidos), por trabalhos que permitem entender como acontecimentos imprevistos ou políticas programadas influenciam os indicadores
macroeconômicos.
• 2010: Peter Diamond e Dale Mortensen (Estados Unidos), Christopher Pissarides (Chipre/Reino Unido), um trio que melhorou a análise dos mercados nos quais a oferta e a demanda têm dificuldades para se acoplar, especialmente no mercado de trabalho.
• 2009: Elinor Ostrom e Oliver Williamson (Estados Unidos), por seus trabalhos separados que mostram que a empresa e as associações de usuários são às vezes mais eficazes que o mercado.
• 2008: Paul Krugman (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre o comércio internacional.
• 2007: Leonid Hurwicz, Eric Maskin e Roger Myerson (Estados Unidos), por seus trabalhos baseados nos mecanismos de intercâmbio destinados a melhorar o financiamento dos mercados.
• 2006: Edmund Phelps (Estados Unidos), por ter demonstrado que a prioridade de uma política anti-inflacionária tem efeitos benéficos no longo prazo sobre o crescimento.
Angus Deaton leva Nobel de Economia por estudos sobre consumo e pobreza
Britânico-americano tem 69 anos