“O Rio Grande do Sul precisa de um plano de futuro”, afirmou Aod Cunha de Moraes Junior durante o Tá na Mesa desta quarta-feira. Realizado pela Federasul, o encontro no Palácio do Comércio teve como tema “A dinâmica de crescimento da região Sul e o futuro do Rio Grande do Sul”, e o economista desafiou as entidades gaúchas para se unirem em uma convergência de ideias para o pleno desenvolvimento do Estado.
Na abertura do evento, o presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, destacou que as críticas ao governo federal sobre as ações pós-enchente de maio são baseadas em realidades apresentadas pela Federação. "Nós precisamos de união e convergência. Precisamos que o país assuma o seu papel quanto nação. Que valorize não apenas quem não tem emprego, mas quem trabalha e produz gerando emprego neste país”, declarou.
Aod enfatizou que as entidades devem assumir parte das responsabilidades, aprender com os erros, ter uma capacidade de construção de agenda comum entre entidades privadas para posteriormente uma coordenação com o setor público e outras organizações. “Ao invés de inúmeros objetivos e projetos dispersos, uma lista enxuta de prioridades comuns e de grande impacto”.
Apesar dos novos desafios impostos pela enchente de maio, que afetou severamente o RS, Aod destacou que problemas antigos ainda permanecem sem solução. Entre os principais desafios para o desenvolvimento do Estado, ele mencionou: a educação, que é crucial para aumentar a produtividade; a seca e a necessidade de soluções para armazenamento de água; a infraestrutura; e a questão demográfica, que pode levar a problemas habitacionais devido à baixa imigração. "Nós vamos precisar atrair mais empresas e pessoas. Estamos muito próximos do saldo de nascimento ser menor do que a de óbitos”.
No entanto, Aod também observou que o Estado tem grandes oportunidades, como uma sólida formação de capital humano e potencial para geração de energia limpa. Ele considera que a transição energética e a sustentabilidade são temas relevantes e que as empresas devem se adaptar à nova agenda climática. Aod considera que o RS pode aproveitar o momento de reconstrução após a enchente para repensar seu futuro e se tornar um exemplo de resiliência. "Não é apenas reconstruir, é construir melhor."