Economia

Após expropriação da YPF, Argentina busca investimentos brasileiros

Ministro do Planejamento está em Brasília para uma série de reuniões

Em meio à polêmica em torno da expropriação da petrolífera espanhola YPF, administrada pela Repsol, o ministro do Planejamento da Argentina, designado como interventor na empresa, Julio de Vido, estará nesta sexta em Brasília para uma série de reuniões em busca de aumentar os investimentos da estatal brasileira no país. Ele tem conversas marcadas com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e representantes da Petrobras, além do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.

Vido estará acompanhado pelo secretário de Energia da Argentina (o equivalente ao cargo de ministro), Daniel Cameron, e assessores. A reunião foi marcada em março, quando havia indicações de rompimento entre o governo argentino e a Repsol (que tem 56% da YPF). Para a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, a YPF não investiu adequadamente no país.

No mês passado, ao conversar com Vido, Lobão pediu, como ele mesmo disse, "maior presença da Petrobras no país". "A presidente (Dilma Rousseff) pediu uma presença mais forte, mais intensa da Petrobras (na Argentina) e presença mais forte tem que ser com investimentos", disse o ministro de Minas e Energia.

Após o anúncio sobre a expropriação, as autoridades brasileiras apoiaram a medida, justificando que o ato se baseia no respeito à soberania nacional. Também é evitada a exposição de medos e receios sobre eventuais prejuízos às empresas brasileiras que investem na Argentina.

"Eu não tenho preocupação alguma quanto à possibilidade de (a medida de expropriação) envolver a Petrobras na Argentina. Eu e o ministro Vido conversaremos sobre diversos interesses do Brasil e da Argentina", disse Lobão. Segundo ele, o governo brasileiro tem uma "relação da melhor qualidade com a Argentina".

De acordo com o ministro, os empresários e as autoridades brasileiras estão tranquilos e não há sinal algum de que a Argentina pretenda incluir a Petrobras nessas medidas”.


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