Entre os demitidos, está Sidnei Lorenzo, pai de dois filhos. Ele era auxiliar de montagem da empresa há oito anos e, desde que foi demitido, ainda não conseguiu uma oportunidade de trabalho.
Um boato surgido na última semana, sobre o risco de mais 400 demissões, gerou apreensão entre os 1,7 mil trabalhadores que seguem na empresa. Conforme o presidente do Sindicato dos Sapateiros, João Nadir Pires, já descartou a possibilidade. Ele explicou que transferências feitas pela direção da Azaleia, para outras unidades da região, provocaram a desconfiança.
Nos próximos dias, o sindicato remete ao Ministério do Trabalho um pedido para que os demitidos recebam, com verbas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), cursos de qualificação profissional para que o grupo possa atuar em outras áreas do setor calçadista.
Conforme a Azaleia, a decisão de fechar a unidade gaúcha foi tomada em função da concorrência desleal com os calçados importados, sobretudo, do mercado chinês, e assegurou que, por agora, não ocorrerão mais demissões.