Economia

Após adotar inteligência artificial, desafio das empresas é organizar o uso da tecnologia

CEO da Helix Brasil afirma que empresas já reconhecem o potencial da tecnologia e precisam definir prioridades para obter melhores resultados.

Inteligência artificial se consolida como um facilitador de processos organizacionais
Inteligência artificial se consolida como um facilitador de processos organizacionais Foto : Alina Souza/ CP Memória

A inteligência artificial (IA) já se consolidou como uma ferramenta capaz de facilitar processos organizacionais. O desafio agora é estruturar as informações e gerir o uso da tecnologia para que ela potencialize a produtividade dos colaboradores e entregue a agilidade esperada pelas empresas.

"Acho que os clientes já entenderam que a IA é o caminho. Não vejo resistência. O que acontece hoje é que há muitas empresas oferecendo soluções de inteligência artificial. Então o cliente chega a um momento em que precisa organizar e definir prioridades: 'Em que eu preciso que a IA me traga benefícios?'", avalia o CEO da Helix Brasil, Bruno Moreira.

Especializada em gestão de serviços e operações de TI (ServiceOps), a Helix tornou-se recentemente uma marca independente da BMC Software. Atualmente, a empresa oferece soluções em nuvem com inteligência artificial integrada para automatizar processos, reduzir custos e aumentar a eficiência operacional.

"Quando você entra em uma empresa, precisa de informações e de diversos acessos. Antigamente isso envolvia vários departamentos e cada etapa era feita separadamente. Com a nossa solução, tudo fica centralizado em um único canal, e a resposta chega muito mais rápido", explica Moreira.

A Helix surgiu em 2015 como uma divisão da BMC Software, multinacional americana especializada em gerenciamento de infraestrutura de TI. A iniciativa nasceu para desenvolver uma nova geração de soluções baseadas em SaaS (software como serviço), substituindo os tradicionais sistemas instalados localmente. Com a expansão da plataforma e sua relevância estratégica, a Helix consolidou-se como uma marca própria. Em 2023, foi uma das primeiras empresas do segmento a incorporar inteligência artificial em seus softwares.

CEO da Helix Brasil, Bruno Moreira | Foto: Divulgação Helix Brasil / CP

Para o executivo, a evolução da tecnologia desde então tem sido acelerada. "A IA entra para acelerar a resolução de problemas e solicitações, além de ajudar a executar processos de forma muito mais rápida. Isso melhora significativamente o nível de satisfação dos clientes com a empresa", afirma.

Entre os diferenciais da Helix está a forma como a inteligência artificial é treinada. Em vez de transferir os dados do cliente para a plataforma, a solução aprende diretamente no ambiente da organização.

"A inteligência artificial precisa aprender em algum lugar. Em algumas empresas, os dados do cliente são levados para dentro do software para esse treinamento. No nosso caso, não. Nós conectamos a plataforma ao ambiente do cliente e ela aprende ali mesmo, preservando o contexto e reduzindo a necessidade de movimentação das informações", explica.

O ServiceOps desenvolvido pela Helix atende toda a organização, e não apenas um departamento específico, integrando diferentes áreas em uma única plataforma. Segundo Moreira, os ganhos de produtividade variam conforme o grau de maturidade da empresa no uso de inteligência artificial e a complexidade de seus processos. Quanto mais complexa a operação, mais rapidamente os benefícios costumam aparecer. De acordo com a empresa, os ganhos de produtividade variam entre 25% e 45%.

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