Economia

Aprovar orçamento trará sustentabilidade fiscal e juros menores, avalia Haddad

Ministro ainda lembrou que as enchentes no RS ajudaram para o desequilíbrio fiscal

Haddad disse que há uma obsessão de sua equipe em tentar resolver problema estrutural do déficit
Haddad disse que há uma obsessão de sua equipe em tentar resolver problema estrutural do déficit Foto : Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil / CP

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira, 21, que o governo tem compromisso com o componente fiscal e defendeu que um orçamento equilibrado é a condição para o Brasil se desenvolver de forma sustentável, trazendo a inflação e os juros para patamares mais baixos.

Ele também concordou que há, em alguns momentos, 'dois pesos e duas medidas' na avaliação crítica sobre a política fiscal do governo, mas ressaltou que o governo não pode reclamar dessa situação, mas mostrar que, mesmo em condições adversas, entregará o país num cenário melhor que o recebido. 'O orçamento pode ser aprovado com equilíbrio nas contas, que é o que garante a sustentabilidade da economia brasileira no médio e longo prazo, crescimento com inflação baixa, que é a nossa obsessão, voltar a crescer como estamos crescendo, mas com inflação controlada', disse Haddad em entrevista ao ICL Notícias.

'Ninguém de nós é ingênuo a ponto de não conhecer o desafio que estava colocado para o presidente Lula. Nós sabíamos o desafio que estava colocado para ele', afirmou Haddad. O ministro ainda afirmou haver um consenso maior atualmente de que dez anos de déficits públicos não fizeram bem ao Brasil, e que há uma obsessão de sua equipe em tentar resolver esse problema estrutural.

Ele assinalou o desafio fiscal que houve no ano passado em relação à tragédia no Rio Grande do Sul, mas argumentou que o governo não deixaria um Estado 'debaixo d'água' apenas para fechar as contas. Haddad ainda afirmou que o governo foi exitoso nos últimos dois anos mostrando ao Judiciário as causas em jogo e as consequências econômicas de cada decisão. 'É fundamental os Três Poderes trabalharem juntos', disse.

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