Segundo a presidenta, o objetivo é fazer com que a Argentina seja autossuficiente. De acordo com Cristina, da forma como está, o país “corre o risco de se tornar inviável” devido às políticas empresárias em curso na região. Ela se referiu indiretamente à empresa YPF. De acordo com Cristina, a proposta encaminhada ao Parlamento determina o "desenvolvimento equitativo e sustentável das regiões" argentinas. Pelo texto, os governos federal, estadual e municipal atuarão em parceria para viabilizar as mudanças.
As autoridades argentinas criticam a empresa YPF por ter reduzido seus investimentos no país, o que obrigaria a Argentina a aumentar suas importações de hidrocarburetos. A Repsol rechaçou as críticas, destacou que o objetivo é investir 3,4 bilhões de dólares no país até dezembro e apelou pelo prosseguimento das negociações.
O organismo antitruste da Argentina, Comissão Nacional de Defesa da Concorrência (CNDC), vai investigar a YPF por suposta posição dominante no mercado local de combustíveis. A denúncia contra a empresa foi apresentada, em setembro de 2009 pela Federação de Postos de Combustíveis da Província de Buenos Aires (Fecoba) e afirma que a petrolífera violou a Lei de Defesa da Concorrência.