Economia

Argentina descarta pagar o que Repsol quer por YPF

Vice-ministro disse que grupo espanhol "teve lucros extraordinariamente grandes" nos últimos anos

Vice-ministro de Economia, Axel Kicillof, respondeu para Repsol em tom agressivo
Vice-ministro de Economia, Axel Kicillof, respondeu para Repsol em tom agressivo Foto : Hugo Villalobos / AFP / CP
O governo argentino da presidente Cristina Kirchner afirmou nesta terça que não vai pagar o valor de US$ 10,5 bilhões que a Repsol pede pela expropriação de 51% de suas ações na YPF, segundo afirmou o secretário de Política Econômica e vice-ministro de Economia, Axel Kicillof. "Não vamos pagar o que eles querem, esse US$ 10 bilhões", afirmou Kicillof em tom agressivo durante apresentação no Senado argentino do projeto de lei de expropriação das ações.

"Os idiotas são os que pensam que o Estado deve ser estúpido e cumprir o que diz a própria empresa", pontuou. Ele afirmou que o grupo espanhol "teve lucros extraordinariamente grandes" nos últimos anos e que "ninguém pode dizer que estamos tirando algo que era deles". No plenário que reúne várias comissões do Senado e iniciou o debate sobre o projeto, Kicillof informou que o governo vai revisar todos os números sobre o valor da companhia e seu estado contábil. "Estamos em condições de dizer que os números que falavam sobre o valor da companhia, de maneira imprudente, vão ser revisados na medida em que formos conhecendo informações secretas que a empresa manejava", afirmou.

O vice-ministro classificou o estatuto da YPF como muito "leonino" e opinou que devia ser porque os diretores "perceberam que tinham a galinha dos ovos de ouro e disseram: vamos fazê-la parir, mas vamos garantir que ninguém possa farejar nada". Segundo ele, o governo descobriu uma dívida próxima de US$ 9 bilhões da companhia.

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