No cenário de referência, que considera Selic e dólar estável por "todo horizonte relevante", a expectativa para o IPCA de 2013 diminuiu em relação ao valor considerado na última reunião, porém, permanece acima da meta de 4,5% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
No cenário de mercado, que leva em conta as trajetórias de câmbio e de juros coletadas com analistas de mercado às vésperas do Copom, a projeção de inflação para 2013 também diminuiu ante outubro, mas igualmente permanece acima da meta para a inflação.
Para 2014, a projeção se manteve estável no cenário de referência e recuou no de mercado, em relação aos valores considerados na ata anterior. Nos dois casos, porém, as estimativas seguem acima dos 4,5%. Para o terceiro trimestre de 2015, nos dois cenários, a inflação se posiciona acima da meta, como já indicava o documento anterior. O Comitê manteve a projeção para a alta da gasolina em 5% em 2013. Apesar do anúncio de aumento do preço do combustível feito em 29 de novembro pela Petrobras, de 4%, o documento divulgado nesta quinta pelo BC teoricamente foi escrito antes desse episódio.
O Comitê voltou a reduzir suas estimativas para a alta dos preços administrados este ano, ainda que individualmente não tenha apontado queda em nenhum dos itens citados pela diretoria. De acordo com a ata, a alta dos preços administrados ou monitorados pelo governo deve fechar em 1,2% em 2013. Na ata de outubro, a projeção era 0,3 ponto porcentual maior, de 1,5%. Já a projeção de reajuste para o conjunto dos preços administrados para o acumulado de 2014 foi mantida em 4,5%, como já constava no documento de outubro.
De acordo com o colegiado do BC, a tarifa residencial de eletricidade deve registrar recuo de aproximadamente 16% este ano, mesmo valor considerado na reunião do Copom anterior. Essa estimativa leva em conta os impactos diretos das reduções de encargos setoriais anunciadas, bem como reajustes e revisões tarifárias ordinários programados para este ano. O Copom projeta também aumento de 2,5% no preço do gás de bujão e redução de 1,0% na tarifa de telefonia fixa para o acumulado de 2013. Essas taxas também já eram citadas no último documento.
O Copom aumentou a projeção com a qual trabalha para o câmbio em seu cenário de referência, aquele que considera variáveis como Selic e dólar estável por um período de tempo específico ou "todo horizonte relevante". De acordo com a ata, a projeção considerada para o dólar passou de R$ 2,20 para R$ 2,30.
No encontro do Copom de julho, o colegiado trabalhava com uma taxa de câmbio de R$ 2,25 e, no de agosto, subiu a cotação de referência para R$ 2,40. No documento de outubro, o comitê usou uma cotação menor, de R$ 2,20.
Segundo o último relatório de mercado Focus, o dólar deve encerrar 2013 cotado a R$ 2,30. Conforme o documento divulgado nesta quinta o BC passou a adotar como referência uma taxa básica de juros de 9,50% ao ano. Na ata anterior, a Selic levada em consideração era de 9,00% ao ano.