Ata do Copom destaca que maior risco econômico é ligado à Previdência

Ata do Copom destaca que maior risco econômico é ligado à Previdência

O último encontro manteve a taxa Selic em 6,5% ao ano para estimular a economia

AE

Copom manteve taxa Selic em 6,5% ao ano

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A ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, divulgada nesta terça-feira (25), volta a registrar temor diante de eventual fracasso na aprovação da proposta de reforma da Previdência no Congresso. Assim como no comunicado pós-decisão que manteve a taxa básica de juros em 6,5% ao ano, o informe descreve que "o balanço de riscos para a inflação evoluiu de maneira favorável", mas que, neste momento, o risco ligado às reformas "é preponderante".

Na prática, o Banco Central não vê risco maior de a reforma da Previdência fracassar, mas deixa claro que esse se tornou o principal fator a ser observado. O BC também voltou a destacar que tanto uma baixa, quanto uma alta da inflação poderão resultar em risco para a instituição. 

Assim como registrado no comunicado da quarta-feira passada, quando o Copom manteve a Selic no mesmo patamar, o colegiado afirmou na ata de hoje que, o elevado nível de ociosidade produtiva pode continuar produzindo "trajetória prospectiva abaixo do esperado".

Por outro lado, pontuou, "uma eventual frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária". Além disso, a instituição afirmou que este risco ligado às reformas "se intensifica no caso de deterioração do cenário externo para economias emergentes".

Observação

Os membros do Copom também reafirmaram na ata que é importante observar o comportamento da economia brasileira no longo prazo, já que o país mantém elevado "grau de incerteza". Na ata dessa terça, o BC também reiterou que a conjuntura econômica prescreve "política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural". A taxa estrutural é aquela que, em tese, permite o crescimento econômico sem gerar inflação.


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