A mulher derramou thinner (mistura de solventes) em si mesma perto da entrada principal do local da reunião, que está isolado por cercas de dois metros de altura. A polícia, porém, impediu que ela ateasse o fogo. A polícia prendeu a mulher e disse que o motivo do protesto dela não estava claro.
Outros ativistas locais e estrangeiros, que veem o G-20 como uma ferramenta dos ricos, realizaram um protesto no centro de Seul durante a tarde (hora local). A presença, porém, esteve abaixo do esperado. Os organizadores esperavam 10 mil pessoas, mas cerca de 3 mil compareceram a uma praça nas proximidades da estação ferroviária no centro da capital sul-coreana. A polícia estimou 2,5 mil participantes na manifestação.
"Nós nos opomos ao G-20, que traz mais dor aos trabalhadores e ao povo pobre", disse o ativista Lee Tae-ho. "G-20, pare de fazer o povo pagar pela crise", diziam os manifestantes em um de seus gritos de ordem. Foi realizado um funeral simbólico, para representar a dor dos trabalhadores da cidade e do campo.
"Somos contra o G-20 porque ele não reflete as opiniões dos trabalhadores e dos mais pobres", disse Joung Ei-hun, primeiro vice-presidente do grupo militante Confederação Coreana de Sindicatos. Segundo ele, o encontro "só fala pelos interesses das corporações".
Os manifestantes tentaram marchar até o Museu Nacional, onde ocorre um jantar de boas-vindas para os líderes presentes. Centenas de policiais, porém, usaram veículos blindados e escudos para impedir a passagem do grupo, em uma barreira localizada dois quilômetros antes do local. Não foram registrados casos de violência nem prisões.
A Coreia do Sul, que sedia o maior encontro diplomático já realizado no país, mobilizou 50 mil policiais para garantir a segurança no evento. O governo ainda aprovou uma lei especial restringindo protestos em áreas próximas aos líderes. A entrada do evento recebeu atenção especial, com cães farejadores e aparelhos de raio X para checar os visitantes.
As lideranças sul-coreanas consideram esse encontro extremamente importante. Há várias publicidades celebrando o fato, ruas foram recapeadas na cidade de 10 milhões de habitantes e há até arranjos florais ao longo de algumas vias para o encontro.
O prefeito de Seul, Oh Se-hoon, participou de um ato com milhares de funcionários públicos para varrer as ruas da cidade. Emissoras de TV mostravam programas especiais e as crianças tiveram folga nas suas aulas, ficando apenas com lição de casa nesta quinta-feira e na sexta-feira. As informações são da Dow Jones.