Apesar de apresentar aumento marginal em relação ao mês anterior, é inferior ao mesmo período do ano passado (quando estava em 128,50 pontos). A satisfação com o emprego atual manteve o quadro de elevação: estava em 127,2 pontos em maio e passou para 136,3 em junho.
Mesmo com o crescimento de 7,15% na margem e do patamar consideravelmente acima dos 100 pontos, que refletem o quadro atual de aquecimento do mercado de trabalho, o indicador encontra-se levemente abaixo do nível de junho de 2010, quando estava em 137,7 pontos. O indicador de perspectiva profissional apresentou ascensão expressiva, saltando dos 93,2 pontos em maio para 125,5 pontos. Por outro lado, a pior avaliação quanto à sua situação atual da renda (113 pontos em junho, frente aos 131,8 de maio) explica o comportamento do indicador do nível de consumo corrente, que atingiu 79,5 pontos, com leve redução em ao mês anterior.
Os indicadores de condições de realização de compras a prazo (118) e de avaliação de momento para aquisição de bens duráveis (117,5) ficaram abaixo nas comparações mensal e anual, refletindo a desaceleração das vendas no varejo. O indicador de perspectivas para o consumo nos próximos três meses, atingiu 118,8 pontos, superando a marca de maio, que ficou em 93,2.
O presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac, Zildo De Marchi, avalia que o otimismo quanto ao futuro pode estar associado à melhor avaliação em relação ao trabalho observada em junho. De Marchi, porém, destacou que o quadro de desaceleração do consumo reflete, em grande parte, as medidas adotadas pelo Banco Central desde o início do ano, com a manutenção do ciclo de elevação da taxa básica de juros para reduzir o ritmo de expansão da demanda interna. “Outro fator que inibe o consumo é a inflação, que se encontra em patamar elevado e reduz a renda real das famílias”, enfatizou.