Os alimentos foram os responsáveis pelo resultado na capital gaúcha. Os principais produtos que tiveram queda entre todos os itens pesquisados foram a cebola (-22,96%), o morango (-23,98%), a batata inglesa (-12,31%), a manga (-11,34%) e a alface (-6,90%).
“As pessoas de baixa renda foram as mais beneficiadas, porque os alimentos são os itens que mais pesam na composição dos gastos das famílias que ganham entrem um e 2,5 salários mínimos. Esses produtos representam 40% do orçamento dessas famílias”, analisou o coordenador da Divisão de Gestão de Dados do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) em Porto Alegre, Marcio Fernando Mendes da Silva.
Nesta edição, quatro das sete classes de despesa componentes do índice apresentaram desaceleração em suas taxas de variação, entre as quais se destacam os grupos: Despesas Diversas e Educação, Leitura e Recreação, cujas taxas passaram de 0,63% para 0,28%, e de 0,12% para -0,06%, respectivamente.
A análise deste resultado mostra que as pressões acima da variação média foram exercidas pelos grupos: Transportes; 0,90%, Despesas Diversas; 0,28%, Habitação; 0,18%, Educação, Leitura e Recreação; -0,06%, Vestuário; -0,07% e Saúde e Cuidados Pessoais; -0,08%.