Economia

Aumento de juros dificulta recuperação da economia, avaliam CNI e Fiergs

Entidades acreditam que enxugamento do crédito poderá prejudicar o setor produtivo

A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) criticou o aumento da taxa básica de juros, reajustada pelo Banco Central para 12,25% nesta quarta-feira. Para o presidente da entidade, Heitor José Müller, a "política contracionista" para regular as finanças do governo federal poderá prejudicar ainda mais o setor produtivo.

“A situação atual é bastante preocupante. Na tentativa de equilibrar a economia, estamos observando o governo federal adotar políticas contracionistas em um ambiente de queda da produção e de aumento do desemprego”, afirmou.

O presidente da FIERGS também destacou que “o ajuste fiscal deveria ocorrer mais por meio de corte de gastos e menos pelo aumento dos impostos e dos juros”. Lembrou ainda que a produção industrial brasileira já acumula uma queda de 3,2% em 12 meses.

Essa opinião também é partilhada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para o órgão, a subida de 0,5 ponto percentual da Selic tornará mais difícil a recuperação da economia. Segundo a confederação, a elevação dos juros básicos para 12,25% ao ano eleva os custos dos financiamentos, restringe o acesso ao crédito e reduz o consumo das famílias e os investimentos das empresas.

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