Responsável pelo fechamento de outras duas plantas, em 2008 – São Sebastião do Caí, com 2,5 mil trabalhadores e Portão, com mais 800 desempregados –, a Vulcabras Azaleia se defendeu argumentando contra as "importações predatórias", principalmente da China; e que buscou dar o máximo de conforto para a "adaptação" das famílias desempregadas. O presidente da Vulcabras, Milton Cardoso, não descartou mais dispensas no Vale dos Sinos e em outras regiões do País, em entrevista concedida hoje.
"Procuramos diminuir o impacto desta decisão sobre nossos colaboradores estendendo por três meses os benefícios, de maneira que possam mais facilmente se adaptar a uma nova relação laboral", explicou nota oficial da companhia, divulgada nesta quarta-feira. A Azaleia também garantiu ter feito esforços para evitar o fechamento da planta, durante 2009. "Recorremos a férias coletivas, licenças remuneradas, crescimento de estoques e todo o tipo de medida possível, mesmo diante do cenário de importações predatórias", defendeu-se a empresa.