Economia

Banrisul deverá cumprir contratos com as agências

Orientação para a área de publicidade é do Tribunal de Contas do Estado

O Banrisul deve cumprir os contratos acordados com agências de publicidade, apesar das denúncias de irregularidade no setor de Marketing da instituição. Esse é o entendimento do relator do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS), Algir Lorenzon, que consta em um relatório do órgão, aprovado por unanimidade nesta quarta-feira, em reunião do pleno do TCE.

Lorenzon esclareceu o banco a respeito de uma decisão tomada, em medida cautelar pelo TCE, solicitada pelo Ministério Público de Contas, a respeito das possíveis irregularidades denunciadas em agosto passado, e que foram investigadas pela Polícia Federal. Lorenzon foi o relator de medida, na qual recomendou que o banco suspendesse o pagamento e o encaminhamento de Solicitações de Autorização para Ações de Comunicação (SAACs) envolvendo seis empresas terceirizadas sob investigação: Selfur Serviços de Informação em Multimídia Ltda., Renove Mídias Alternativas Ltda., Conexão Sul Comunicação Visual, PDV, Painex e Q-Idea. No mesmo parecer, o conselheiro do TCE-RS já havia determinado ao banco o cumprimento dos compromissos assumidos pelo banco na área de comunicação e marketing de feiras, eventos e similares, “a fim de garantir a satisfação das necessidades mercadológicas e de funcionamento do Banrisul”.

Nesta quarta, Lorenzon reforçou que o banco está impedido apenas de emitir e encaminhar SAACs que envolvam aquelas seis empresas. “Pela importância do caso, julguei necessário fazer um esclarecimento dessa questão, diante de um pedido legítimo de explicações formulado pelo banco”, declarou Lorenzon.

Pelo parecer do conselheiro do TCE, o Banrisul não está impedido e ainda deve honrar os compromissos já assumidos. Além disso, empresas de publicidade como a DCS e a SLM, que foram citadas nas investigações (sem comprovação até agora) podem manter negócios com a instituição.

O Banrisul, por meio de sua assessoria de imprensa, salientou que o pedido de informações foi feito para esclarecer a decisão cautelar e sobre que tipos de serviços que deveriam ser suspensos. Conforme entendimento do banco, até o momento, não há indícios do envolvimento de agências publicitárias nas denúncias, e que o problema é restrito às seis empresas apontadas nas investigações.

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