A terceira edição do Banritech, programa do Banrisul de aceleração de startups com o apoio do Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc), foi lançada na manhã desta segunda-feira, dia 28, no Instituto Caldeira. A nova etapa, chamada de Banritech Fly, permitirá, até o dia 17 de agosto, a inscrição de projetos de startups de todo o Brasil, e visa impulsionar startups em estágio de operação, tração ou escala.
As temáticas incluem Inteligência de Mercado, Agregador Financeiro PJ, Programa de Fidelidade e Garantia Tokenizada, Gestão de Imóveis e Performance Interna, conectadas às metas de eficiência, expansão, governança e experiência do cliente. O processo é gratuito e não exige vínculo societário ou aporte financeiro. Até 10 startups serão escolhidas para apresentar suas soluções ao final do programa, e as três melhores colocadas receberão subsídios, conforme a classificação, para participar de eventos de inovação de relevância nacional e internacional.
As duas últimas edições aceleraram 60 startups, com mais de mil horas de mentorias especializadas a cerca de 140 empreendedores beneficiados.
Jorge Aldy, superintendente de inovação da Tecnopuc, lembrou que participa desde a criação do Banritech e afirma que o terceiro momento registra uma maturidade do projeto. “Esse terceiro ciclo avança de um projeto que estava situado de uma forma difusa em startups, mas já está em tração e principalmente muito conectado com as demandas do banco. Isso dá uma perspectiva muito importante para esse projeto no seu terceiro ciclo”, afirma
O presidente do Banrisul, Fernando Lemos, ressaltou a parceria de longa data com a PUCRS. “É uma das principais universidades do país e, portanto, o seu ecossistema de tecnologia, mas não só, de conhecimento como um todo, é reconhecido internacionalmente, e para nós é um orgulho fazer parte dessa parceria”, diz.
O presidente ressaltou que o diferenciador do edital é que, ao final, as empresas poderão ser contratadas, e que devem ter mais experiência para o desenvolvimento dos produtos. Lemos ressaltou os objetivos de atrair investimento para o Rio Grande do Sul. “Antes a gente desenvolvia as startups, mas não conseguia contratá-los diretamente, e às vezes elas eram contratadas até por instituições de fora do Rio Grande do Sul. O objetivo, agora, é que a gente possa desenvolvê-las aqui e o banco possa contratá-las diretamente para mantê-las aqui. Exportar não as pessoas, mas sim a tecnologia”, diz.
Ele lembrou que o Banrisul está se aproximando dos seus 100 anos, e que é preciso se atualizar e evoluir cada vez mais, mas que o banco já está quebrando seus paradigmas. “Nós éramos uma instituição, do ponto de vista de tecnologia, fechada, porque os sistemas bancários eram fechados. não admitimos que pudesse ter interferência externa dentro dos sistemas do banco e da tecnologia que o banco desenvolvia. Hoje, somos um banco efetivamente aberto, e é por isso que a gente precisa evoluir com experiências como essa. As startups têm uma velocidade, uma capacidade criativa”, diz.