A carteira de crédito do BB, incluindo avais e fianças, totalizou R$ 508,1 bilhões no final de junho, expansão de 7,5% ante março e de 20,3% em 12 meses. Na pessoa física, houve expansão de 20,7% em 12 meses. Quando considerado o Banco Votorantim e carteiras adquiridas, a alta foi de 13,6% em um ano e 5% ante o trimestre anterior. No segmento de empresas, o crédito cresceu 10,7% no segundo trimestre ante os três primeiros meses do ano e 22,4% em 12 meses.
O patrimônio líquido do BB ficou em de R$ 62,3 bilhões em junho, alta de 14,1% ante o mesmo período do ano passado. Já o retorno sobre o patrimônio líquido médio do banco público foi de 19,3%, inferior aos 25,4% vistos no mesmo período do ano passado. O BB encerrou o semestre com 19,5% de participação de mercado.
No conceito ajustado o lucro líquido do BB ficou em R$ 2,986 bilhões no segundo trimestre, declínio de 7,6% ante o mesmo intervalo do ano passado. No semestre, a cifra apresentada foi de R$ 5,690 bilhões, queda de 7,5%, na mesma base de comparação.
Inadimplência tem leve queda
O índice de inadimplência do Banco do Brasil encerrou junho com leve queda de 0,1 ponto porcentual, passando de 2,2% no primeiro trimestre deste ano para 2,1% ao final de junho, considerando os atrasos acima de 90 dias.
As provisões para devedores duvidos (PDD) totalizaram R$ 6,934 bilhões no primeiro semestre deste ano, aumento de 26,57% na comparação com os R$ 5,478 bilhões registrados no mesmo período de 2011. As despesas com PDD aumentaram 20,7% no segundo trimestre deste ano ante o mesmo intervalo do ano passado. A variação, segundo o BB, está em linha com o crescimento da carteira de crédito (classificada) de 19,9% no período.
Se desconsideradas as operações do Banco Votorantim, a carteira de crédito classificada do BB cresceu 22% em relação a junho de 2011, porcentual superior ao aumento das respectivas despesas de PDD no período, de 12,6%. Segundo o relatório que acompanha as demonstrações do BB, no segundo trimestre, houve reversão de PDD adicional no montante de R$ 223 milhões, tratada como "item extraordinário".