Economia

BC diz que inflação deve cair nos próximos meses

Segundo Copom, País apresentou sinais favoráveis para barateamento do crédito

O Banco Central (BC) diz que a inflação vai cair neste ano e, por isso, decidiu baixar os juros no País. O Comitê de Política Monetária (Copom) divulgou nesta quinta-feira a ata da reunião realizada no final de agosto, em que o comitê do BC baixou de 12,5% ao ano para 12% ao ano a taxa básica de juros (Selic), e diz que a inflação "acumulou sinais favoráveis" que permitiram o barateamento do crédito.

Para o comitê, o cenário internacional contribui para que haja redução da inflação no Brasil, em cenário de moderação da atividade econômica do País. “O processo de moderação em que se encontra a economia [brasileira] – uma decorrência das ações de política [econômica] implementadas desde o final do ano passado – tende a ser potencializado pela fragilidade da economia global. Dessa forma, o balanço de riscos para a inflação se torna mais favorável”.

Na avaliação do Copom, a transmissão da crise externa para a economia brasileira pode ocorrer por meio de diversos canais, como a “redução da corrente de comércio [exportações e importações], a moderação do fluxo de investimentos, condições de crédito mais restritivas e a piora no sentimento de consumidores e empresários”.

Segundo a ata, o Copom espera o cumprimento da nova meta de superávit primário, cerca de 3,15% do Produto Interno Bruto (PIB), sem descontos dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), este ano. Em 2012 e 2013, a “hipótese de trabalho” do BC é a de que o superávit primário fique em torno de 3,10% do PIB, sem ajustes.

Para o Copom, os resultados fiscais previstos contribuem para “arrefecer o descompasso entre as taxas de crescimento da demanda e da oferta”, o que gera inflação, e “solidificarão a tendência de redução da razão dívida pública sobre produto [PIB]”.

Na ata, o comitê destaca “que o cenário central também contempla moderação na expansão no mercado de crédito, para a qual contribuem ações macroprudenciais e ações convencionais de política monetária [taxa Selic] recentemente adotadas”. O Copom considera, ainda, “oportuna” a decisão do governo de moderar os subsídios nas operações de crédito.

Além da redução dos gastos públicos, o comitê destaca que levou em consideração para reduzir a Selic a deterioração do cenário internacional, com a crise econômica externa, e os efeitos das ações de restrição ao crédito no País, implementadas no final do ano passado. Segundo a ata, as decisões futuras sobre a taxa Selic vão levar em consideração esses mesmos aspectos.


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