Economia

BC prevê queda maior do PIB de 3,05% e inflação de 7,44% em 2016

Alexandre Tombini salientou necessidade de esforço para retomada do crescimento

Alexandre Tombini salientou necessidade de esforço para retomada do crescimento
Alexandre Tombini salientou necessidade de esforço para retomada do crescimento Foto : Antonio Cruz/ABr/CP
O governo federal prevê para 2016 uma queda maior do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidos em um país) do que a calculada em fevereiro. Em lugar da retração de 2,94% calculada no mês passado, a equipe econômica trabalha agora com contração de 3,05%. A previsão de inflação para 2016 também aumentou, de 7,1% para 7,44%. As mudanças estão no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas divulgado, nesta terça-feira pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

O relatório traz atualização das previsões de arrecadação, gastos e metas do governo, além de revisão das projeções para os principais indicadores econômicos. O documento é encaminhado ao Congresso Nacional e passa a servir de base para o acompanhamento da execução do Orçamento.

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, salientou a necessidade de recuperação. "Temos de fazer de tudo para retomar o crescimento em 2017", afirmou, antes da divulgação.

Tombini também comentou que os depósitos à vista têm sido fundamentais para o financiamento da agricultura. Segundo ele, a base de depósitos a vista tem se contraído ao longo do tempo.

Sobre a especulação em torno da taxa de câmbio no Brasil, Tombini disse que a melhor forma, que tem servido ao País, é o câmbio flutuante. Ele ressaltou que há excessos em determinados momentos, quando o BC se mostra presente para assegurar o funcionamento do mercado.

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