O governo federal prevê para 2016 uma queda maior do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidos em um país) do que a calculada em fevereiro. Em lugar da retração de 2,94% calculada no mês passado, a equipe econômica trabalha agora com contração de 3,05%. A previsão de inflação para 2016 também aumentou, de 7,1% para 7,44%. As mudanças estão no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas divulgado, nesta terça-feira pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
O relatório traz atualização das previsões de arrecadação, gastos e metas do governo, além de revisão das projeções para os principais indicadores econômicos. O documento é encaminhado ao Congresso Nacional e passa a servir de base para o acompanhamento da execução do Orçamento.
O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, salientou a necessidade de recuperação. "Temos de fazer de tudo para retomar o crescimento em 2017", afirmou, antes da divulgação.
Tombini também comentou que os depósitos à vista têm sido fundamentais para o financiamento da agricultura. Segundo ele, a base de depósitos a vista tem se contraído ao longo do tempo.
Sobre a especulação em torno da taxa de câmbio no Brasil, Tombini disse que a melhor forma, que tem servido ao País, é o câmbio flutuante. Ele ressaltou que há excessos em determinados momentos, quando o BC se mostra presente para assegurar o funcionamento do mercado.
BC prevê queda maior do PIB de 3,05% e inflação de 7,44% em 2016
Alexandre Tombini salientou necessidade de esforço para retomada do crescimento