Ele reconheceu, entretanto, que o lançamento da linha de financiamento de três meses pelo BCE em dezembro - a mais longa já adotada pelo banco central - é um grande passo para aliviar as dificuldades de liquidez de curto prazo no setor bancário, embora não seja uma solução mágica para a crise de dívida na região.
O diretor da Fitch sugeriu que o BCE possa estabelecer um teto para os yields dos bônus soberanos que seria defendido (pelo banco central), ou que o fundo de resgate europeu poderia ser transformado em um banco que poderia ter acesso à liquidez do BCE. Ele reiterou que a Itália é crucial na preservação da zona do euro. "É difícil conceber a sobrevivência da zona do euro se a Itália não superar a crise", afirmou Riley.
A Fitch está realizando um roadshow pela Europa nesta semana para discutir seu cenário para a região em 2012. Os comentários de Riley em Frankfurt seguem-se a um discurso feito pelo analista em Londres, ontem, no qual Riley afirmou que a ausência de um acordo entre os líderes europeus sobre como implementar uma "barreira de proteção crível" para evitar que o contágio da crise coloque a moeda europeia sob risco de entrar em colapso. As informações são da Dow Jones.