Economia

BNDES e Cepal assinam programa de cooperação

Criação da Escola de Desenvolvimento Maria da Conceição Tavares é um dos resultados do acordo

Lançamento do edital está previsto para março de 2025
Lançamento do edital está previsto para março de 2025 Foto : Fernando Frazão / Agência Brasil / CP

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe da Organização das Nações Unidas (Cepal/ONU) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) assinaram, na última semana, programa executivo de cooperação para o desenvolvimento das economias brasileira e latino-americanas e do Caribe no Século 21. A assinatura contou com a presença do presidente do Banco, Aloizio Mercadante, do secretário-executivo da Cepal, José Manuel Salazar-Xirinachs, e do diretor da ABC, embaixador Ruy Ferreira.

Como um dos resultados concretos dessa parceria, será lançada a “Escola de Desenvolvimento Maria da Conceição Tavares”, em homenagem à economista. A professora dedicou sua carreira à pesquisa dos temas ligados ao capitalismo tardio e ao subdesenvolvimento socioeconômico no Brasil e nos demais países da América Latina. O lançamento da Escola acontece no âmbito do plano de trabalho firmado entre o BNDES e a Cepal.

O edital com abertura das primeiras inscrições para a Escola deve ser lançado em março de 2025 e o curso contará com aulas presenciais no Rio de Janeiro e em Santiago, no Chile, além de um período virtual. A Escola vai promover estudos e seminários, abordando grandes temas do desenvolvimento econômico, social e ambiental, com objetivo de elaboração de artigos científicos que comporão uma publicação contendo os principais desafios e oportunidades para a elaboração e execução de políticas públicas nos países latino-americanos no século XXI.

“O lançamento da Escola representa mais um passo na retomada de uma parceria entre BNDES e Cepal, que já tem 70 anos de história. Além disso, recupera o objetivo de compreender em maior profundidade o processo de desenvolvimento da economia brasileira e debater os novos desafios dos tempos atuais, como modelo de desenvolvimento com sustentabilidade socioambiental, neoindustrialização, transição ecológica e transformação digital”, explica Mercadante.

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