As ações abriram em queda acentuada, diante da surpreendente renúncia de um integrante do conselho executivo do Banco Central Europeu (BCE), dos resultados discretos da rolagem de títulos da dívida grega e de uma decepcionante reunião de ministros de Finanças do G-7 (grupo das nações mais desenvolvidas do mundo). Os relatos de que os maiores bancos privados franceses deverão sofrer rebaixamentos dos seus ratings (classificações) de crédito por parte da agência Moody''s aumentaram o nervosismo.
Setores vulneráveis ao euro e às condições econômicas em geral – como montadoras, fabricantes de maquinário pesado e companhias de tecnologia – foram especialmente atingidos. Muitas ações renovaram as mínimas do ano. Honda fechou em queda de 3,7%, Sony perdeu 3,4% e Fanuc também caiu 3,4%, todas registrando os menores níveis de 2011.
As ações da Suzuki Motor caíram 2,8%, pressionadas depois que a Volkswagen informou ter feito um comunicado formal de uma suposta violação do acordo de cooperação entre ambas as montadoras, relacionado ao fornecimento de motores a diesel por outra montadora.
As ações defensivas se saíram melhor, com as farmacêuticas e as do setor de telecomunicações mostrando-se as mais resistentes. Japan Tobacco recuou apenas 0,3%.