O Morgan Stanley diminuiu a previsão sobre a expansão da economia global neste ano para 3,9%, de 4,2% anteriormente, e afirmou que tanto os EUA quanto a zona do euro "estão pairando perigosamente perto da recessão". Já o Goldman Sachs revisou sua projeção sobre o crescimento mundial neste ano para 4,0%, de 4,1% anteriormente.
A economia da Europa deve crescer 1,7% em 2011, segundo o Morgan Stanley, que antes esperava uma expansão de 2,0%. O Goldman também revisou a previsão para o crescimento europeu, afirmando que agora espera uma expansão de 1,9% para a região, de 2,1% originalmente.
O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 4,77%, para 226,70 pontos. Na Bolsa de Londres, o FTSE-100 recuou 4,49%, para 5.092,23 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 5,48%, para 3.076,04 pontos. Na Bolsa de Frankfurt, o Xetra DAX fechou em baixa de 5,82%, a 5.602,80 pontos.
Em Milão, o índice FTSE MIB caiu 6,15%, para 14.970,42 pontos. O IBEX 35, da Bolsa de Madri, recuou 4,70%, para 8.317,70 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve queda de 4,12%, para 6.030,57 pontos. O ASE, da Bolsa de Atenas, perdeu 3,38%, para 976,62 pontos.
As ações de bancos tiveram alguns dos declínios mais acentuados do dia. Em Londres, o Barclays perdeu 12%. O Société Générale recuou 12% em Paris e o Dexia caiu 14% em Bruxelas, mesmo depois da introdução de restrições às vendas a descoberto nessas duas praças.
"Os papéis de bancos foram dizimados em toda a Europa, com vendas indiscriminadas mesmo naquelas instituições cuja exposição à crise é baixa", disse Will Hedden, operador de vendas do IG Markets. "Nenhum setor está sobrevivendo a esta onda de vendas e o fato de as ações financeiras estarem na linha de frente só vai dar argumentos para aqueles que são contrários" a restringir as vendas a descoberto.
As perdas na bolsa de Frankfurt foram particularmente acentuadas. O Commerzbank recuou 10%, enquanto as montadoras Volkswagen e BMW tiveram declínio de 7,0% e de 7,8%, respectivamente. Em Milão, a Fiat fechou em baixa de quase 12%.
Em Londres, as ações do setor de mineração estavam junto com os bancos entre os destaques de queda, refletindo a preocupação do mercado com o crescimento da economia mundial. A Xstrata teve declínio de 10% depois de a empresa e suas parceiras aprovarem investimentos para a expansão da mina de carvão Cerrejon, na Colômbia. As informações são da Dow Jones.