Na última sexta-feira, a agência Standard & Poor's rebaixou a nota máxima de crédito dos EUA de AAA para AA+ pela primeira vez em 70 anos.
Turquia tem a maior retração em cinco anos
As ações despencaram na Turquia, projetando uma queda de 7,08% ao índice de referência da Bolsa de Istambul, a maior em um único dia desde maio de 2006. Além de acompanhar a reação bastante negativa dos mercados globais ao corte do rating dos EUA e à crise na Europa, o mercado acionário turco foi atingido novamente pelas contínuas preocupações dos investidores com o crescente déficit em conta corrente do país e em relação à política monetária não ortodoxa do banco central.
Na sexta-feira, a Bolsa turca já havia caído 5%. A lira turca atingiu nova mínima recorde contra o euro durante a manhã desta segunda-feira, mas recuperou-se no fechamento. Desde novembro, já perdeu um quarto de seu valor.
O presidente do banco central, Erdem Basci, tentou conter o mercado, defendendo suas recentes decisões, mas os investidores pareceram não ouvi-lo. Na quinta-feira, o BC inesperadamente cortou a taxa de juro de referência da economia, atribuindo a decisão ao enfraquecimento das perspectivas para as economias mundiais. Hoje, sinalizou que novos cortes poderão ocorrer. A previsão parecia justificar-se nos números mais fracos sobre a produção industrial, divulgados nesta segunda-feira. A produção cresceu à taxa anual de 6,7% em junho, abaixo da aceleração de 8% de maio, e da previsão dos economistas. Mesmo assim, os analistas continuaram mostrando ceticismo frente ao comportamento do BC. As informações são da Dow Jones.