Mais cedo, a alta apontada no índice Bovespa futuro trazia o risco de enganar os mais desavisados, uma vez que o avanço embute também uma correção da distorção provocada ontem na diferença entre os índices à vista e futuro, quando o segundo terminou com uma pontuação menor que o primeiro, contrariando a tendência natural."Quando o índice futuro fecha abaixo do nível do à vista, significa que continua a tendência negativa para os negócios", explica o economista da Sens Corretora, Antônio César Amarante.
Porém, o avanço exibido nesta manhã pelo contrato que vence neste mês (futuro), anulando a diferença apontada na véspera, pode, da mesma forma, limitar os ganhos no mercado de ações (à vista). A não ser que o primeiro volte a acompanhar o segundo. "A pressão vendedora nessas operações é grande", lembra, referindo-se ao número recorde em aberto da posição vendida dos investidores estrangeiros em índice futuro.
Em todo caso, o emocional dos investidores parece se restabelecer nesta manhã, diante dos números oficial sobre o mercado de trabalho dos EUA (payroll), que surpreenderam positivamente. Os EUA criaram 117 mil postos de trabalho no mês passado, melhor que a previsão de alta de 75 mil vagas, o que levou a uma queda na taxa de desemprego, passando para 9,1%, de 9,2% em junho. Além disso, os dados do payroll dos dois meses anteriores foram revisados em alta, ao mostrar a criação de 46 mil vagas em junho e 53 mil vagas em maio.
Em reação aos números, os índices futuros das Bolsas de Nova York migraram para o terreno positivo. Analistas gráficos acreditam que esse movimento deve ser acompanhado e identificam caminho livre até o nível dos 54 mil pontos. Contudo, ninguém descarta que a recuperação pode ser passageira e muitos ainda podem aproveitar a oportunidade para desfazerem posições.
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