As perdas da semana chegaram a 1,92%. No mês, tem baixa de 10,84% e, no ano, de 24,32%. Na mínima do dia, hoje, registrou 52.336 pontos (-1,50%) e, na máxima, 53.601 pontos (+0,88%). O giro financeiro totalizou R$ 5,899 bilhões. Os dados são preliminares.
Duas notícias azedaram o humor dos mercados hoje. O Banco Nacional da Suíça recorreu ontem à linha de troca de liquidez do Federal Reserve (Fed, banco central americano) e tomou US$ 200 milhões, o que levantou a lebre sobre a saúde dos bancos suíços. E o JPMorgan engrossou o coro dos bancos que revisaram para baixo suas previsões para a economia norte-americana ao anunciar que estima, agora, um PIB no quarto trimestre de 1% - e não mais em 2,5% - e para o primeiro trimestre de 2012 de 0,5% (ante 1,5%).
Bolsas ampliam queda em todo o mundo
Nesta sexta, as bolsas europeias ampliaram suas perdas após um dia negro e o ouro alcançou novos picos sob o impacto de temores crescentes sobre a economia mundial e as dúvidas sobre a capacidade de financiamento dos bancos. Apesar de uma leve retomada no fim do pregão na esteira de Wall Street, todas as praças europeias voltaram a fechar no vermelho, um dia depois de ter sofrido uma queda de 4% a 6%.
A mais afetada voltou a ser a Bolsa de Milão, cujo índice FTSE Mib cedeu 2,46%, depois de ter chegado a perder mais de 3% no decorrer do pregão. Em Frankfurt, o Dax retrocedeu outros 2,19%, e acumula perdas de 23,5% em agosto. Madri caiu 2,11%, Paris 1,92%, Londres 1,01% e Lisboa 0,30%.
Em Paris, o banco Société Générale, que perdeu quase 40% de sua capitalização em bolsa no último mês, fechou em queda de 3,38% e o BNP Paribas de 4,27%. Em Londres, o Lloyds Banking Group caiu 4,78%, Royal Bank of Scotland (RBS) 5,38% e o Barclays 2,27%. O Commerzbank, cuja ação perdeu 30% de seu valor este mês, fechou com ganhos de 0,37%.
A tendência também foi de queda nos mercados da Ásia, onde a bolsa de Tóquio perdeu nesta sexta-feira 2,51%, a de Hong Kong 3,08%, a de Seul 6,22% e a de Sidney 3,51%.
Nesse contexto e diante da ausência de novos dados que possam mudar a tendência, o ouro - valor refúgio por excelência em tempos de crise - continuou batendo recordes de alta. O preço da onça do metal precioso atingiu os 1.867,95 dólares às 4h45min de Brasília no London Bullion Market, o mercado da capital britânica, oito dias depois de ter atingido pela primeira vez a barreira simbólica de 1.800 dólares.
"Os temores de uma recessão mundial aumentaram nestes últimos dias depois da revisão para baixo das previsões de crescimento e diante da impotência dos líderes para fazer frente à crise atual, tanto na Europa como nos Estados Unidos", comentou Michael Hewson, analista do CMC Markets.
O Barclays revisou nesta sexta-feira para baixo sua previsão de crescimento para a zona do euro em 2011 e 2012, a 1,8% e 1,1%, contra 1,9% e 1,6%, respectivamente. Essa revisão segue a tônica da anunciada na véspera pelo americano Morgan Stanley, que estimou também que as economias dos Estados Unidos e Europa encontram-se "perigosamente perto da recessão".
Os dados sobre a economia americana publicados na quinta-feira não contribuíram para acalmar o nervosismo reinante. os números mostraram um aumento dos pedidos de seguro-desemprego na semana passada, uma queda na venda de moradias em julho e uma baixa da atividade industrial na região da Filadélfia (leste) em agosto.