O Ibovespa terminou o dia com perda de 0,70%, aos 54.894,49 pontos. Na mínima, registrou 54.742 pontos (-0,97%) e, na máxima, os 55.610 pontos (+0,60%). Na semana, recuou 3,24%, no mês, acumula queda de 5,90% e, no ano, de 20,79%.
Como era de se esperar, a Bovespa ''parou'' depois do fechamento antecipado em Wall Street, mas seguiu seu comportamento negativo. O rebaixamento da Bélgica prejudicou o desempenho das bolsas norte-americanas que, mais cedo, subiram com a euforia da Black Friday - o início da temporada de compras para o Natal.
O Dow Jones caiu 0,23%, para 11.231,94 pontos e acumulou um declínio de 4,78% em relação à sexta-feira passada. Foi o pior desempenho do índice numa semana de feriado de Ação de Graças desde 1942, quando os mercados passaram a levar a data em consideração. O Nasdaq perdeu 0,75%, e fechou a 2.441,51 pontos - queda de 5,09% na semana -, enquanto o S&P 500 recuou 0,27%, para 1.158,67 pontos, caindo 4,69% em relação à sexta-feira passada.
As bolsas continuaram mirando a Europa, onde, hoje, a S&P rebaixou os ratings de longo prazo em moeda local e estrangeira da Bélgica para AA, de AA+. Os ratings de curto prazo foram reafirmados em A-1+. A perspectiva para todos é negativa. Ontem, Portugal havia sido rebaixado pela Fitch e a Moody''s decidiu fazer o mesmo com a Hungria.
As bolsas europeias, que fecharam antes do rebaixamento belga, subiram, beneficiados pelas declarações do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, de que a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, não é contra os eurobônus, apenas questiona o momento em que eles deveriam ser adotados.
Na Nymex, o contrato do petróleo para dezembro fechou em alta de 0,62%, a US$ 96,77 o barril. Aqui, Petrobras ON fechou em queda de 2,65% e a PN, de 3,05%. Vale ON recuou 2,29% e PNA, 2,13%.