Economia

Bovespa volta a operar em baixa e bolsas da Europa caem

Na Ásia, houve recuperação dos mercados

A Bolsa de Frankfurt perdia mais de 3% na abertura do pregão
A Bolsa de Frankfurt perdia mais de 3% na abertura do pregão Foto : Frank Rumpenhorst / AFP / CP
O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo voltou a operar nesta quarta-feira em números vermelhos e abriu em baixa de 2,04%, aos 50.107 pontos. O giro financeiro no início do pregão era de R$ 224 milhões, em 22.355 operações. No mercado de câmbio, o dólar abriu em baixa, cotado a R$ 1,611 para a venda. No final da manhã, a Bovespa operava em pequena baixa, de 0,71%.

O índice Dow Jones Industrial da Bolsa de Nova York abriu o dia em baixa de 0,79%, aos 11.150,84 pontos. Já o seletivo S&P 500 recuava 0,76% e o índice composto do mercado Nasdaq caía 2,4% no início do pregão.

O índice FTSE Mib da Bolsa de Milão perdia neste quarta-feira mais de 4%, duas horas antes do fechamento, seguindo os passos de Wall Street. Paris também perdia 2,22%, depois de ter caído mais de 3%, arrastada pelo setor bancário.

Bolsas da Europa sofrem fortes perdas no rastro de Wall Street

O índice FTSE Mib da Bolsa de Milão perdia nesta quarta-feira mais de 4%, duas horas antes do fechamento, seguindo os passos de Wall Street. Paris também perdia 2,22%, depois de ter caído mais de 3%, arrastada pelo setor bancário. Na bolsa de Paris, as ações do banco francês Société Générale caíam mais de 20%, em meio aos rumores sobre uma eventual degradação da nota da dívida da França e novos temores sobre a Grécia.

A Bolsa de Frankfurt perdia mais de 3% e Madri registrava também -3%. A Bolsa de Londres perdia mais de 3%. Os mercados europeus acompanham assim a tendência da Bolsa de Nova York, que acelerava suas perdas com o índice Dow Jones perdendo mais de 3% em um recuo impulsionado pelos valores bancários. Às 14h (horário local), o Dow Jones Industrial Average cedia 3,15% e Nasdaq, o índice tecnológico, caía 2,97%.


Bolsas na Ásia têm dia de recuperação

As bolsas asiáticas se recuperaram nesta quarta-feira, pois as ações que vinham apanhando nos últimos pregões conseguiram algum respiro depois que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) prometeu manter as taxas de juros baixas por mais dois anos.

O índice Nikkei 225 avançou 94,26 pontos, ou 1,1%, para 9.038,74 pontos. No entanto, o sentimento continuou frágil. O iene japonês e o ouro, considerados ativos seguros, continuam a subir de forma consistente. "O mercado ainda está nervoso, pois não pode prever o nível de fechamento das ações", disse Takuya Yamada, gerente de portfólio da ITC Investment Partners. "A pesada liquidação que nós vimos nos últimos três dias foi puxada por negociação emocional, não racional; a perspectiva continua altamente incerta", acrescentou.

O mercado abriu em alta, com a recuperação parcial de blue chips que haviam sido pesadamente vendidas nos últimos três dias. Muitos players disseram que a decisão do Fed de manter as taxas de juros perto de zero por mais dois anos serviu apenas como um tímido apoio para o sentimento dos investidores, e teve o efeito indesejado de fortalecer o iene. Com isso, as ações da Toyota fecharam em queda de 0,9% e as da Olympus baixaram 4%.

As atuais preocupações sobre os EUA deprimiram as ações do setor financeiro, com Sumitomo Mitsui Financial Group fechando em alta de apenas 0,3% e Nomura Holdings em queda de 1,5%. Sólidos resultados no primeiro trimestre e uma elevação de suas projeções financeiras levaram a Mitsubishi Materials a encerrar em alta de 3,8%. Tokyo Electric Power, que na terça-feira anunciou forte prejuízo no primeiro trimestre, fechou com alta de 15% depois das declarações de seu presidente, Toshio Nishizawa, de que a empresa não ficará com valor líquido negativo.

Demais mercados

A Bolsa de Hong Kong encerrou seis pregões consecutivos no vermelho, mas subiu hoje. No entanto, o tamanho da recuperação não chegou perto das pesadas perdas verificadas no período. O índice Hang Seng subiu 452,97 pontos, ou 2,34%, e encerrou aos 19.783,67 pontos - nas últimas seis sessões, o índice acumulou queda de 14,7%. Entre as blue chips, Cnooc teve rali de 6% e Tencent ganhou 3,5%.

Na China, as Bolsas fecharam no campo positivo, após o governo indicar um ponto final no atual ciclo de medidas de aperto monetário. O índice Xangai Composto subiu 0,9% e terminou aos 2.549,18 pontos. O índice Shenzhen Composto ganhou 1,4% e encerrou aos 1.127,03 pontos. Os bancos peso pesado tiveram ganhos com as expectativas de apresentar forte balanço no primeiro semestre. Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) avançou 1,2% e Bank of Communications teve alta de 1,1%.

O yuan subi para novo recorde de alta ante o dólar, após o banco central elevar a moeda acentuadamente, o que traders disseram sinalizar que a autoridade monetária pretende usar a taxa de câmbio para deter a alta de preços ao consumidor. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,4181 yuans, de 6,4306 yuans ontem. A taxa de paridade central foi fixada em 6,4167 yuans, de 6,4335 yuans ontem.

Com recuperação técnica, a Bolsa de Taipé, em Taiwan, teve elevação de 3,25%. O índice Taiwan Weighted finalizou aos 7.736,32 pontos, mas a confiança do investidor segue frágil, segundo analistas. Entre as tecnológicas, Hon Hai subiu 3,8% e TSMC adicionou 4%.

Na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul apresentou volatilidade e fechou em ligeira alta, após seis pregões seguidos de queda nos quais acumulou perdas de 17%. A decisão do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) de manter baixa a taxa de juros também animou os investidores. O índice Kospi, que durante o pregão chegou a subir 4,2%, encerrou com elevação de 0,27%, terminando aos 1.806,24 pontos. LG Electronics ganhou 1,8% e Hynix Semiconductor disparou 4%. Entre as refinarias, contudo, SK Innovation despencou 8,6% e S-Oil desabou 7,8%.

Já a Bolsa de Sydney, na Austrália, estendeu a recuperação de 1,2% obtida na terça-feira. O índice S&P/ASX 200 subiu mais 2,6% e fechou aos 4.141,3 pontos. Os setores de recursos naturais e bancário lideraram a alta. BHP Billiton ganhou 3,6% e Rio Tinto avançou 3,7%. National Australia Bank saltou 4,2%. Já as ações da Westfield caíram 0,8%, após a empresa informar que expandiu as operações no Brasil, por meio da aquisição de 50% da participação na Almeida Junior Shopping Centers, a um custo de US$ 455 milhões.

Em Manila, a Bolsa das Filipinas recuperou parte das perdas do pregão anterior. O índice PSE subiu 3,20% e encerrou aos 4.290,14 pontos, após queda de 4,02% na véspera. A alta foi liderada pela mineradora de ouro e cobre Philex Mining, que disparou 8,4%.

A Bolsa de Cingapura recuou a novo recorde de baixa em 13 meses, diante das incertezas dos investidores sobre o cenário macroeconômico global. O índice Straits Times cedeu 2,2% e fechou aos 2.821,09 pontos.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, subiu 3,4% e fechou aos 3.863,57 pontos, ajudado por Wall Street, mas com investidores ainda cautelosos com as perspectivas para a economia dos EUA.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, reverteu seis sessões seguidas de perdas e avançou 1,7%, fechando aos 1.060,21 pontos.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, ganhou 0,6% e fechou aos 1.480,52 pontos, acompanhando as demais asiáticas. As informações são da Dow Jones.

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