Além do emprego sem sinais de deterioração, o diretor chamou atenção para o crescimento – classificado como "substancial" – da massa salarial nos últimos anos. "Isso repercute na confiança dos consumidores", disse. Mais confiantes, explica Araújo, brasileiros têm mais segurança para tomar crédito.
Araújo também disse que o mercado de crédito às pessoas físicas dá sinais de acomodação desde o fim do ano passado. "Depois da forte aceleração a partir de 2008, no fim de 2010 e início de 2011 começamos a observar acomodação do crédito pessoa física", disse.
Araújo falou que o BC não encontra nenhum sinal preocupante em relação à inadimplência dos empréstimos para pessoas físicas. Segundo ele, não há "nenhuma mudança grande" nos indicadores de calote. Durante a apresentação aos senadores, porém, o gráfico apresentado mostra que a inadimplência cresceu de um patamar pouco superior a 5,5% no fim do ano passado para os atuais 6,8%.